Dia D de conscientização e cuidados com pacientes diabéticos é realizado em Barretos

Aberta a toda a população, a ação foi desenvolvida no bairro América. Uma equipe multidisciplinar forneceu orientação às pessoas presentes

Uma ação especial marcou o Dia Nacional do Diabetes nesta sexta-feira, 26, na Estância Turística de Barretos. O Dia D de conscientização e cuidados com pacientes diabéticos foi realizado na quadra do Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais (Cemepe) América ao longo da manhã.

“Para celebrar a data, tivemos a ideia de fazer esse grande evento proporcionando orientação e conscientização tanto para as pessoas diabéticas como para toda a população. Uma rede de apoio esteve aqui e foi de grande valia para quem esteve presente. Sem dúvidas, um resultado significativo para Barretos”, avaliou Giannini Chicalé dos Santos, coordenador da UBS América.

“Ações preventivas têm valor enorme porque é um momento em que a gente tem a oportunidade de estar próximo à comunidade”, ressaltou Dr. Luís Fernando Saldanha, clínico geral, que compôs a equipe multidisciplinar que levou informações à comunidade neste Dia D. Dr. Saldanha reforçou a máxima de que é “melhor prevenir do que remediar”. O médico destacou a importância de os pacientes fazerem de forma constante o controle do diabetes, seguindo devidamente as orientações que receberem na consulta e comparecendo regularmente na UBS como orientados.

O Dr. Saldanha ressaltou que a maioria dos casos em que o paciente vai parar na emergência com glicose elevada é sem sintomas. “ Isso vai parar na nossa circulação. A glicose em excesso pode provocar uma ferida nas nossas artérias, é algo que a gente não tá vendo, mas que pode colaborar para infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doença renal, problemas nos olhos. Por isso, são tão importantes a prevenção, a boa alimentação”, reforçou o médico.

A nutricionista Leocadia Shivani destacou os quatro pilares da saúde, ressaltando a importância de todas as pessoas se atentarem em busca de qualidade de vida: sono, alimentação adequada, prática de exercício físico e saúde mental. “É preciso ter momentos de lazer, de autocuidado, de descanso. Atentar-se para tomar água regularmente. É recomendado que a gente tome pelo menos 35 ml de água para cada quilo que nosso corpo tem, utilizar água filtrada para cozinhar”, reforçou. A profissional ressaltou também o benefício da farinha integral para se evitar glicemia. “Já para se evitar o glúten, é necessário consumir outras farinhas, como a de girassol, de arroz”, observou.

A profissional lembrou que pré-diabetes é um sinal de alerta de que os níveis de glicemia estão fora dos normais e que, o paciente nesse estágio, tem condições de reverter e voltar a ter níveis regulares de glicemia se mudar hábitos. “A gente maltrata tanto nosso corpo e, querendo ou não, a gente vai ter o nosso corpo até o último instante em que estivermos aqui. Pode ter mais ninguém conosco, mas o nosso corpo vai estar ali. Se tiver na dúvida se vai fazer exercício, abrace seu corpo por cinco minutos”, refletiu Leocadia Schivani durante a palestra.

Quando passa a ser diabetes?
O paciente tem diabetes a partir do momento em que a lesão no pâncreas se tornou irreversível. Os profissionais reforçam que a partir daí a atenção aos hábitos continua importante para manter a doença controlada, além das medicações. Em um primeiro estágio, são adotadas medicações que podem estimular o pâncreas a produzir insulina. Se a doença estiver mais agravada, o paciente passa a injetar insulina, em substituição à produção que deveria estar a cargo do pâncreas.

EVITAR O PÉ-DIABÉTICO – A má circulação e dificuldade de cicatrização provocadas pelo diabetes fazem com que essa doença seja a principal causa de amputações fora os acidentes. “O pé-diabético é uma consequência, geralmente, de quando o paciente não cuida, não toma os medicamentos. Por isso, venho reforçar as orientações para o paciente não ter complicações e não chegar às temidas amputações”, reforçou a podóloga Gislaine Faustino da Silva, que afirmou ter ficado lisonjeada com o convite para participar da ação.

Cuidados com a medicação
Para retirar a insulina na Unidade Básica de Saúde (UBS), o paciente que faz esse tipo de medicação deve levar uma caixinha de isopor com gelo, já que a insulina deve ser mantida entre 15 e 30 graus, sendo que em Barretos é comum a temperatura ambiente ultrapassar isso. A farmacêutica Priscila Borges explicou sobre os diferentes tipos de insulina e os cuidados de preparo que cada tipo requer, além de a importância de o paciente alternar o local do corpo em que faz as aplicações.

“A insulina deve ser aplicada de forma regular no horário indicado pelo médico. Infelizmente, é comum pacientes que aplicam a insulina só quando notam alteração. Eles não estão enganando nem a mim, nem ao doutor. Estão enganando a si”, pontuou Priscila.

O paciente que faz uso de insulina deve se atentar também para que o medicamento não congele, sendo recomendado armazenar no meio da geladeira ou logo acima da gaveta de verduras. Caso atinja zero grau ou passe de 30, a insulina se tornará sem efeito.

Participação
“É a primeira vez que vi uma reunião assim. Adorei as informações”, comentou a aposentada Maria Bueno, 76 anos, que está pré-diabética. A costureira Irani Chicalé, que também convive com a doença, também gostou das orientações. “Muito importante a gente cuidar da alimentação, da saúde mental”, reforçou.

A ação contou com apoio de equipes de outras UBSs, da coordenação da Atenção Básica, de alunos e professores da Etec e da UniBarretos. Nas pessoas presentes, foram realizados ainda testes rápidos de glicemia, aferição de pressão e todos foram convidados para um lanche saudável, com frutas variadas, disponibilizado ao longo de todo o evento.

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