{"id":122855,"date":"2025-10-22T16:53:08","date_gmt":"2025-10-22T19:53:08","guid":{"rendered":"https:\/\/regiaonews.net.br\/2022\/?p=122855"},"modified":"2025-10-22T16:57:27","modified_gmt":"2025-10-22T19:57:27","slug":"os-interiores-e-os-desafios-das-politicas-culturais-as-visoes-e-as-praticas-no-interior-do-pais-o-caso-de-barretos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/regiaonews.net.br\/2022\/2025\/10\/22\/os-interiores-e-os-desafios-das-politicas-culturais-as-visoes-e-as-praticas-no-interior-do-pais-o-caso-de-barretos\/","title":{"rendered":"Os Interiores e os Desafios das Pol\u00edticas Culturais:  As Vis\u00f5es e as Pr\u00e1ticas no Interior do Pa\u00eds  &#8211; O Caso de Barretos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste estudo apresento um hist\u00f3rico s\u00f3cio-econ\u00f4mico sobre a cidade de Barretos at\u00e9 a atualidade e em seguida fa\u00e7o um recorte sobre os aspectos culturais do Munic\u00edpio, com um breve levantamento dos movimentos art\u00edsticos e das institui\u00e7\u00f5es culturais.<\/p>\n<p>\u00c9 importante notar que nossa hist\u00f3ria cultural possui uma relev\u00e2ncia temporal quando do apogeu econ\u00f4mico, mas n\u00e3o consegue at\u00e9 hoje, se restaurar com mais vigor, devido \u00e0 falta de compreens\u00e3o pol\u00edtica desse processo, pois apesar dos esfor\u00e7os de alguns ativistas, o governo local ainda n\u00e3o implementou um Pol\u00edtica Cultural de estado no Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1 &#8211; PERSPECTIVAS HIST\u00d3RICAS CULTURAIS DE BARRETOS\/SP<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.1 &#8211; Apresenta\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica e Hist\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>(inforgr\u00e1ficos obtidos na secretaria estadual de planejamento de S\u00e3o Paulo)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Barretos \u00e9 um munic\u00edpio localizado entre o noroeste e norte do Estado de S\u00e3o Paulo na divisa com Minas Gerais,\u00a0 com uma popula\u00e7\u00e3o estimada de 130.000 habitantes de maioria feminina com m\u00e9ia de 3.800 mulheres a mais, possuindo um dos maiores territ\u00f3rio de \u00e1rea agricult\u00e1vel composto por 1.563,6 km\u00b2 \u00e9 o 7\u00ba maior munic\u00edpio por superf\u00edcie do estado de S\u00e3o Paulo. \u00c9 o munic\u00edpio sede de regi\u00e3o imediata e Administrativa Estadual que engloba 16 munic\u00edpios em seu entorno. Foi um centro de comercio e produtor de gado bovino, mais tarde de Laranja e cana-de-a\u00e7\u00facar, incluindo v\u00e1rias usinas de processamento de \u00e1lcool\u00a0\u00a0e suco de laranja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1.2<strong> \u2013 Breve Hist\u00f3ria econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>Em 1870, a regi\u00e3o foi atingida por um acidente natural que viria a alterar o perfil de sua ocupa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. O inverno rigoroso daquele ano deixara ressequida a vegeta\u00e7\u00e3o, resultando em um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es que queimou vasta \u00e1rea de florestas. Com a chegada da primavera e das chuvas, surgiram imensas pastagens naturais, estabelecendo excepcionais condi\u00e7\u00f5es para a engorda de gado. Fazendas foram abertas e grande contingente foi atra\u00eddo pelas possibilidades de ganhos que a atividade pecu\u00e1ria passou a propiciar na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Intensificada pela ferrovia que chegou no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a imigra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi marcante na regi\u00e3o. Sobretudo pelas col\u00f4nias italiana, lituana, japonesa e \u00e1rabe atra\u00eddas inicialmente pelas lavouras de caf\u00e9, e posteriormente pela pecu\u00e1ria, pela agricultura diversificada e pelo forte com\u00e9rcio regional. Sua popula\u00e7\u00e3o foi formada por 70% de moradores de origem mineira e 30% de imigrantes e paulistas.<\/p>\n<p>A economia de Barretos teve inicialmente foco na agroind\u00fastria voltada aos mercados interno e externo, sua posi\u00e7\u00e3o como importante entreposto de gado magro e gordo, foi ampliada gra\u00e7as \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, ao importante parque industrial de comercializa\u00e7\u00e3o de carnes e derivados. Os rebanhos bovinos das ra\u00e7as Gyr e Nelore ocupavam as posi\u00e7\u00f5es de maior destaque e novos empreendimentos no setor se faziam notar, destacando-se a funda\u00e7\u00e3o, em 17\/10\/1927, da Charqueada Bandeirante.<\/p>\n<p>As exposi\u00e7\u00f5es de gado realizadas em Barretos, no Recinto Paulo de Lima Correa, sempre mereceram o interesse da parte dos prefeitos, governadores, deputados estaduais e federais, senadores e presidentes da Rep\u00fablica, demonstrando a import\u00e2ncia da cidade para a regi\u00e3o e para todo o pa\u00eds ao gerar divisas, lan\u00e7ar modismos como o in\u00edcio dos grandes eventos musicais que mudou a hist\u00f3ria da m\u00fasica sertaneja e marcar Barretos como a &#8220;Capital nacional do gado&#8221;.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o do &#8220;pe\u00e3o de boiadeiro&#8221; como her\u00f3i an\u00f4nimo do sert\u00e3o, respons\u00e1vel pelo surgimento de cidades ao longo dos corredores, come\u00e7ou em Barretos e em 1947, o ent\u00e3o Prefeito realizou uma festa de pe\u00f5es por ocasi\u00e3o do anivers\u00e1rio da cidade, com montarias em burro xucro durante o dia no Recinto de Exposi\u00e7\u00f5es e dan\u00e7as de Catira durante a noite na pra\u00e7a da cidade. Em 1955 surge o Clube &#8220;Os Independentes&#8221; que realizaram a primeira Festa do Pe\u00e3o de Boiadeiro e em 1990. Depois da entrega do gado, estes pe\u00f5es iam se divertir nas casas de prostitui\u00e7\u00e3o e na antiga boate \u2018Bico do Pav\u00e3o\u2019. A epop\u00e9ia desses pe\u00f5es\u00a0\u00a0serviram mais tarde de\u00a0<em>leitmotiv<\/em>\u00a0para a festa do Pe\u00e3o de Boiadeiro, assim tamb\u00e9m como inspira\u00e7\u00e3o\u00a0para muitas modas de viola e can\u00e7\u00f5es sertanejas, conhecidas no Brasil inteiro.<\/p>\n<p><strong>2 &#8211; PERSPECTIVAS HIST\u00d3RICAS CULTURAIS DE BARRETOS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.1<strong> &#8211;<\/strong> <strong>Hist\u00f3ria da cultura teatral em Barretos<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>arte teatral<\/strong> sempre foi muito reconhecida em Barretos desde o come\u00e7o do s\u00e9culo XX, tendo um teatro de \u201cgrande\u201d porte inaugurado em 1912, o <strong>teatro Aurora<\/strong>, logo ocupado durante muitos dias pela companhia de operetas Camerata, de cujo corpo de artistas ficam entre os barretenses C\u00e9sare Gravina, depois famoso c\u00f4mico em Hollywood, e sua esposa d. Ema.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> <strong>Cesare Gravina<\/strong>\u00a0(23\/01\/1858 \u2013 16\/09\/1954-) foi um ator italiano da era do cinema mudo\u00a0que apareceu em mais de 70 filmes de 1911 a 1929. Nascido em N\u00e1poles, Gravina foi maestro\u00a0de orquestra em sua It\u00e1lia natal. Como maestro do Scala, trabalhou com artistas como Mary Garden\u00a0e Enrico Caruso. Em algum momento, abandonou a m\u00fasica para se tornar ator de pe\u00e7as, sem explicar a ningu\u00e9m os motivos da mudan\u00e7a de carreira. Como propriet\u00e1rio de muitos teatros na Am\u00e9rica do Sul, Gravina obteve seguran\u00e7a financeira para se aposentar do cinema em 1924, mas preferiu continuar atuando.<\/p>\n<p><strong>&#8211; <\/strong><strong>Refs:<\/strong> <em>&#8211; <\/em><a href=\"https:\/\/ia800501.us.archive.org\/view_archive.php?archive=\/0\/items\/pictureplaymagaz20unse\/pictureplaymagaz20unse_jp2.zip&amp;file=pictureplaymagaz20unse_jp2%2Fpictureplaymagaz20unse_0687.jp2&amp;ext=jpg\"><em>Um Retratista Bem-Sucedido de Fracassos<\/em><\/a><em>. <\/em><em>Revista Picture Play. Agosto de 1924. p. 65.\u00a0Recuperado\u00a0em 10 de outubro\u00a0de 2019\u00a0.<\/em><\/p>\n<p>Hoje, Barretos conta com alguns grupos de atores fazendo trabalhos em escolas, mas sem apoio de uma pol\u00edtica municipal e acesso a programas de incentivo estadual, que continuam sendo feito na base do compadrio pol\u00edticos, a cidade perde promissores talentos e a oportunidade de construir um Plano de Cultura e Turismo, ampliando suas potencialidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.2 &#8211;<strong> A UEC \u2013 Uni\u00e3o dos Empregados no Com\u00e9rcio e seu Corpo C\u00eanico<\/strong><\/p>\n<p>O Clube social \u201cUni\u00e3o dos Empregados no Com\u00e9rcio de Barretos\u201d surgiu em 1914 como uma associa\u00e7\u00e3o dos comerci\u00e1rios, tendo sua primeira sede no centro da cidade. Al\u00e9m de fornecer departamentos na \u00e1rea da recrea\u00e7\u00e3o, do esporte e da cultura, a UEC ficou muito reconhecida na \u00e9poca principalmente pela atua\u00e7\u00e3o de seu <strong>Corpo C\u00eanico<\/strong>.<\/p>\n<p>Essa Associa\u00e7\u00e3o teve como um de seus co-fundadores o ativista pol\u00edtico do antigo PCB e ator amador o Sr. Jo\u00e3o Falc\u00e3o, que mais tarde vai fundar a FETAVARIG \u2013 Federa\u00e7\u00e3o de Teatro Amador do Vale do Rio Grande e depois o GTAAB \u2013 Grupo Teatral de a Arte de Barretos.<\/p>\n<p>2.3<strong> &#8211; O Clube Estrela D\u2019Oriente e o Teatro Negro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um movimento negro do in\u00edcio do s\u00e9culo XX cria o bloco de carnaval <strong>\u201cCarv\u00e3o Nacional\u201d,<\/strong> fundado por <strong>Am\u00e9rico de Souza Esp\u00edndola<\/strong> no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1930<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, fazia a divers\u00e3o nas ruas, mas n\u00e3o eram recebidos nos sal\u00f5es mais badalados. Essa discrimina\u00e7\u00e3o levou alguns membros do grupo a criarem o seu pr\u00f3prio espa\u00e7o e assim foi fundado o C<strong>lube<\/strong> <strong>\u201cEstrela D\u2019oriente\u201d <\/strong>em 1\u00ba de janeiro de 1936, em rea\u00e7\u00e3o ao preconceito que vitimava os negros da cidade de Barretos. Idealizado pelo Sr. <strong>L\u00e1zaro Silva<\/strong>, fundador da \u201cSociedade Beneficente e Recreativa Estrela D\u2019oriente\u201d, cujos objetivos v\u00e3o al\u00e9m de oferecer um espa\u00e7o de lazer e cultura, mas prestar apoio social e material aos seus associados. Mais tarde, se torna a grande atra\u00e7\u00e3o do carnaval como escola de samba.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.4<strong> &#8211; Grupo Teatral Negro de Barretos &#8211; <\/strong>GTNB<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 60 destacou-se o Grupo Teatral Negro de Barretos (GTNB), fundado pelo escritor barretense Jos\u00e9 Expedito Marques e dois amigos membros do \u201cEstrela D\u2019oriente\u201d: Jos\u00e9 Pereira Neves (Z\u00e9 Preto) e Leobino Neves. A funda\u00e7\u00e3o do grupo visava preparar negros(as) para atuarem em pe\u00e7as de teatro. O espet\u00e1culo \u201cEsqueleto zero hora\u201d foi a primeira pe\u00e7a encenada pelo <strong>GTNB<\/strong>, de autoria de Jos\u00e9 Expedito Marques e apresentada nos fundos do \u201cSindicato Rural do Vale do Rio Grande\u201d, na Pra\u00e7a Francisco Barreto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.5<strong> &#8211; Teatro Experimental de Barretos &#8211; <\/strong>(TEB)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1967, o <strong>\u201cGrupo Teatral Negro de Barretos\u201d <\/strong>(GTNB) fundiu-se com o <strong>\u201cTeatro Experimental de Barretos\u201d <\/strong>(TEB) para produzir e dirigir a pe\u00e7a \u201cQuarto de empregada\u201d, de autoria de Roberto Freire, com atores dos dois grupos.\u00a0 O espet\u00e1culo foi encenado na Faculdade de Tecnologia de Barretos (atual UNIFEB) e contou com a presen\u00e7a de destacados atores do cen\u00e1rio teatral nacional: <strong>Cacilda Becker<\/strong> e <strong>Walmor Chagas<\/strong>. Em 1970, o mesmo espet\u00e1culo faturou o pr\u00eamio de Melhor Espet\u00e1culo no 1\u00ba. Festival de Teatro Amador do Vale do Rio Grande.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.6 &#8211; <strong>Grupo de Teatro do Industrial <\/strong>\u2013 GTI<\/p>\n<p>Criado em 1948, a Escola Artesanal de Barretos, que em 1957, passou a ser chamada Escola Artesanal \u201cRaphael Brand\u00e3o\u201d, a partir de 01 de janeiro de 1995, a E.E.P.S.G. \u201cCel. Raphael Brand\u00e3o\u201d. Atualmente como Centro Paula Souza a partir de 2009. A escola por ser um centro de forma\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos, foi apelidada de \u201cO Industrial\u201d e assim foi formado por seus alunos, o <strong>GTI <\/strong>\u2013 Grupo de Teatro do Industrial, que montou entre outros, o espet\u00e1culo Navio Negreiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.7<strong> &#8211; Grupo de Teatro Unic\u00f3rnio<\/strong><\/p>\n<p>Formado por estudantes do UniFeb este grupo agregou atores amadores da cidade sub a coordena\u00e7\u00e3o de Gumercindo o Guma, que montou v\u00e1rios espet\u00e1culos para estudantes da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>2.8 &#8211; <strong>Grupo Teatral<\/strong> \u201cAtair da Silva Bonfim\u201d,<strong> do Gin\u00e1sio Vocacional \u2013 <\/strong>GTASB.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Estado de S\u00e3o Paulo em 1961 foi criado o Servi\u00e7o de Ensino Vocacional &#8211; SEV, que criou os Gin\u00e1sios Vocacionais com autonomia administrativa muito grande na gest\u00e3o das novas escolas. Nos quatro anos de perman\u00eancia no Vocacional, o foco dos estudos era dividido, sendo no primeiro, o munic\u00edpio; no segundo o estado de S\u00e3o Paulo; no terceiro o Brasil; e no quarto o mundo. \u00a0Em <strong>Barretos <\/strong>o Gin\u00e1sio Vocacional Estadual \u201cEmbaixador Macedo Soares\u201d, foi criado em 1963. Atividades culturais e, em especial, as institui\u00e7\u00f5es did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas, reproduziam viv\u00eancias pr\u00f3prias do mundo do trabalho nas escolas. A escola tinha forte intera\u00e7\u00e3o com a comunidade visando tamb\u00e9m melhorar o n\u00edvel cultural da popula\u00e7\u00e3o local, tornando-se assim um p\u00f3lo irradiador de cultura.<\/p>\n<p>O dramaturgo barretense Alu\u00edzio <strong>Jorge Andrade<\/strong>, um dos principais teatr\u00f3logo brasileiro, tamb\u00e9m ministrou aulas de teatro para os alunos do Vocacional em Barretos, onde professor e estudantes exibiam pe\u00e7as de teatro nos finais de semana para a comunidade local. A cultura, as festas, a intera\u00e7\u00e3o com os eventos significativos da comunidade, tinham uma dimens\u00e3o importante nestas escolas comunit\u00e1rias. Neste contexto \u00e9 criado o <strong>GTASB <\/strong>&#8211; Grupo Teatral Altair Silva Bonfim.<\/p>\n<p>O processo de repress\u00e3o \u00e0s liberdades democr\u00e1ticas da ditadura destruiu o Ensino Vocacional com a pris\u00e3o de orientadores, professores e alunos, com a invas\u00e3o em a\u00e7\u00e3o conjugada para todos os Gin\u00e1sios Vocacionais no dia 12 de dezembro de 1969.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.9<strong> &#8211; Grupo Teatral de Amor \u00e0 Arte de Barretos &#8211; <\/strong>GTAAB<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Formado ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do Gin\u00e1sio Vocacional de Barretos e consequentemente do GTASB, o grupo GTAAB foi resultado ainda do desdobramento da Federa\u00e7\u00e3o de Teatro Amador do Vale do Rio Grande \u2013 FETAVARIG, e teve entre seus fundadores o ativista cultural e pol\u00edtico, os Srs. Jo\u00e3o Falc\u00e3o, Jos\u00e9 Antonio Merenda, Ricardo Tadeu Marques e Eunice Esp\u00edndola, entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3.10<strong> &#8211; Cia de Artes C\u00eanicas Rio Circular<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Cia Rio Circular existiu desde 1990 e tinha outro nome: Teatro do Terceiro Mundo. Seu primeiro espet\u00e1culo &#8220;O Outro Lado da Moeda&#8221;, foi realizado no mesmo ano. Em 1991 e 1992 desenvolveu trabalhos de jogos dram\u00e1ticos em escolas e estudos te\u00f3ricos sobre teatro. Em 1.992 desenvolveu trabalho experimental pesquisa de linguagem c\u00eanica em torno do livro &#8220;Primeiras Est\u00f3rias&#8221; de Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa. Em 1993 estreou o espet\u00e1culo infantil &#8220;A Viagem ao Mundo Azul&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1994 a Cia. Rio Circular desenvolveu com estudantes de Barretos o exerc\u00edcio teatral &#8220;Macuna\u00edma Contra o FMI&#8221;. Em 1995 estreou a primeira montagem do espet\u00e1culo &#8220;O Mito do Caminho de Atman&#8221;, em Barretos. Em 1996 a Cia. montou o espet\u00e1culo infantil &#8220;Cad\u00ea o Sonho que Estava Aqui&#8221; de Luiz Roberto Gomes para o SESC &#8211; Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio. Neste mesmo ano co-participou da organiza\u00e7\u00e3o e coordenou os trabalhos de forma\u00e7\u00e3o do projeto &#8220;Zumbi L\u00e1 dos Palmares&#8221; em parceria com a ONG Instituto Cultural Jo\u00e3o Falc\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir de 97, o grupo come\u00e7ou a articular a instala\u00e7\u00e3o do <strong>N\u00facleo de Artes C\u00eanicas,<\/strong> o que ocorreu em 1999. De 96 a 2000 o grupo fez trabalhos de arte-anima\u00e7\u00e3o no &#8220;Rancho do Pe\u00e3ozinho&#8221; na Festa do Pe\u00e3o de Barretos. Realizou em 2001 para o SESC\/Ribeir\u00e3o Preto\/SP, o projeto Leituras Dram\u00e1ticas sobre o livro \u201cPrimeiras Hist\u00f3rias\u201d de Guimar\u00e3es Rosa, e em 2002, participou da mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba\/PR, com os espet\u00e1culos \u201cO Mito do Caminho de \u00c1tman\u201d para adultos e \u201cA Viagem ao Mundo Azul\u201d para crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Adaptou, produziu e dirigiu leitura dram\u00e1tica do livro Primeiras Est\u00f3rias de Guimar\u00e3es Rosa, \u201cA Terceira Margem\u201d, adaptou e dirigiu o mon\u00f3logo \u201cO Navio Negreiro\u201d com o ator Euri Silva; Em 2007 dirigiu a encena\u00e7\u00e3o aberta \u201cPaix\u00e3o de Cristo\u201d, na cidade de Barretos\/SP; e, desenvolveu ainda s\u00e9ries de epis\u00f3dios para TV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>\u00a0<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong><u>3 &#8211; ENTIDADES CULTURAIS<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3.1 &#8211;<strong> Instituto Cultural Jo\u00e3o Falc\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Cultural e S\u00f3cio-educacional Jo\u00e3o Falc\u00e3o, conhecida popularmente como Instituto Jo\u00e3o Falc\u00e3o, constitui-se da uni\u00e3o de artistas, ativistas, produtores culturais e amantes das artes e da cultura da cidade de Barretos\/SP, que se re\u00fanem com o objetivo de promover o desenvolvimento cultural dessa regi\u00e3o imediata. Seu nome \u00e9 uma homenagem ao ator e militante pol\u00edtico Jo\u00e3o Falc\u00e3o, que foi um dos fundadores do corpo de teatro do Clube Uni\u00e3o dos Empregados no Com\u00e9rcio; da Federa\u00e7\u00e3o de Teatro Amador do Vale do Rio Grande; e do GTAAB \u2013 Grupo Teatral de Amor \u00e0 Arte de Barretos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3.2 &#8211;<strong> INSTITUTO CONHECER-CIDADANIA<\/strong><\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Forma\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Popular, denominada INSTITUTO CONHECER-CIDADANIA, \u00e9 formada pela associa\u00e7\u00e3o de pessoas f\u00edsicas, como Entidade de direito Privado sem fins lucrativos, com sede no Munic\u00edpio de Barretos\/SP. Tem por finalidades, desenvolver e promover educa\u00e7\u00e3o popular; comunica\u00e7\u00e3o social; desenvolvimento cultural; promo\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos humanos; e forma\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Esta OSC &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil, tem como miss\u00e3o, organizar e promover eventos e a\u00e7\u00f5es culturais para o empoderamento dos(as) cidad\u00e3os(\u00e3s); na potencializa\u00e7\u00e3o do conhecimento s\u00f3cio-pol\u00edtico por meio ativos simb\u00f3licos, sens\u00edveis e art\u00edsticos, constitu\u00eddo de valores culturais para o desenvolvimento da comunidade humana por meio de processos s\u00f3cio-comunicacionais permanentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3.3<strong> &#8211; Academia Barretense de Cultura<\/strong><\/p>\n<p>A Academia Barretense de Cultura, fundada em 2013, \u00e9 uma entidade cultural privada, sem fim lucrativo, com sede em Barretos\/SP, e com objetivo de agrupar cidad\u00e3os dedicados \u00e0 literatura, \u00e0s artes e ci\u00eancia. Atuando no incentivo \u00e0 cultura liter\u00e1ria de Barretos, os acad\u00eamicos da ABC contribuem com v\u00e1rios temas das express\u00f5es art\u00edsticas local, tais como: A prociss\u00e3o de Santos Reis, saraus de poesias, palestras sobre personagens hist\u00f3ricos da cidade, eventos tem\u00e1ticos de cultura \u00e9tnicas, exposi\u00e7\u00f5es de artes, cine debates, Semanas de estudos hist\u00f3ricos, Exposi\u00e7\u00e3o de Livros, e, realiza um concurso de literatura, o \u201cpr\u00eamio Jorge Andrade\u201d, premiando textos de contos, aberto a todo p\u00fablico.<\/p>\n<p>3.4 &#8211; <strong>Academia de Letras e Artes de Barretos<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A Academia de Letras e Artes de Barretos, entidade sem fins lucrativos, re\u00fane pessoas com a\u00e7\u00f5es voltadas para as artes, letras e preserva\u00e7\u00e3o patrimonial da cidade, atuando na forma\u00e7\u00e3o escolar por meio de a\u00e7\u00f5es educativas transversais visando ao conhecimento da hist\u00f3ria do\u00a0 munic\u00edpio e a preserva\u00e7\u00e3o patrimonial.<\/p>\n<p>A ALAB promove ainda, entretenimento aos seus associados e convidados, al\u00e9m de organizar acervos hist\u00f3ricos referentes \u00e0 cultura local.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>4 &#8211;\u00a0 ESPA\u00c7OS\u00a0 DE REFER\u00caNCIA HIST\u00d3RICAS EM BARRETOS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4.1<strong> &#8211; Recinto Paulo de Lima Correia<\/strong><\/p>\n<p>Situado a Pra\u00e7a Nove de Julho, \u00e9 uma obra arquitet\u00f4nica de beleza singular e considerada uma raridade no g\u00eanero, dado seu estilo \u00edmpar foi constru\u00eddo para exposi\u00e7\u00f5es de animas em 1945 e \u00e9 um patrim\u00f4nio muito importante para a cidade. O recinto foi escolhido como primeiro local a abrigar a tradicional Festa do Pe\u00e3o de Boiadeiro de Barretos, pelo Clube Os Independentes para ser o palco da Festa do Pe\u00e3o desde 1956 at\u00e9 1984, sendo ent\u00e3o o ber\u00e7o do Rodeio Brasileiro.<\/p>\n<p>Antigo recinto da Festa de Pe\u00e3o de Barretos, Paulo de Lima Correa, abandonado desde 2002, foi reconhecido e <strong>tombado<\/strong> como patrim\u00f4nio pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Arqueol\u00f3gico, Art\u00edstico e Tur\u00edstico), \u00f3rg\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o do Estado. O Recinto at\u00e9 ent\u00e3o de posse do Estado, passou no fim de 2009 para a gest\u00e3o do munic\u00edpio, que montou uma comiss\u00e3o, da qual fiz parte, para avaliar e definir como a \u00e1rea pode ser utilizada.<\/p>\n<p>O Recinto Paulo de Lima Correa foi constru\u00eddo para exposi\u00e7\u00f5es de animais em 1945 e \u00e9 um patrim\u00f4nio importante para a cidade e um loca para se desenvolver a cultura e turismo, podendo ser espa\u00e7o de resgate mem\u00f3ria de rever\u00eancia \u00e0 cultura caipira, ao trabalhador do campo e sua arte e folclore.<\/p>\n<p>4.2 &#8211;<strong> Museu Municipal, Art\u00edstico e Cultural &#8220;Ruy Menezes&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Situado na pra\u00e7a central, foi criado pelo munic\u00edpio em abril de 1974 e recebeu como doa\u00e7\u00e3o todo o acervo do Museu Ana Rosa, que funcionava em uma das salas do Col\u00e9gio M\u00e1rio Vieira Marcondes. A constru\u00e7\u00e3o com data de 1907, foi sede da Prefeitura e sede do Poder Legislativo (Pa\u00e7o Municipal). \u00c9 conhecido como o &#8220;Pal\u00e1cio das \u00c1guias&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1979 passou a funcionar como Museu Hist\u00f3rico, Art\u00edstico e Folcl\u00f3rico. Por volta de 1993, passou a se chamar \u201cMuseu Hist\u00f3rico, Art\u00edstico e Folcl\u00f3rico \u201cRuy Menezes\u201d. Recebeu esse nome em homenagem ao escritor Ruy Menezes, falecido em 1992. Como jornalista e escritor, deixou importantes registros sobre nossa hist\u00f3ria, uma vez que suas obras \u201cO Espiral \u2013 Hist\u00f3ria do Desenvolvimento Cultural de Barretos\u201d (1985) e \u201c\u00c1lbum Comemorativo do Centen\u00e1rio de Barretos\u201d (1954), escrito em parceria com Jos\u00e9 Tedesco, s\u00e3o frequentemente consultados por todos aqueles que se interessam em conhecer a hist\u00f3ria dessa cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4.3<strong> &#8211; Esta\u00e7\u00e3o Cultural Placidino Alves Gon\u00e7alves <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foto: <a href=\"http:\/\/www.barretos.sp.gov.br\/secre-turismo\">http:\/\/www.barretos.sp.gov.br\/secre-turismo<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A antiga esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, constru\u00edda no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, foi desativada devido a retirada dos trilhos de dentro da cidade e depois foi reformada, agora \u00e9 espa\u00e7o de apresenta\u00e7\u00f5es culturais sediando eventos populares durante o ano, foi preservado um peda\u00e7o dos trilhos preservando a hist\u00f3ria da linha de ferro que trouxe desenvolvimento em tempos atr\u00e1s, anexo a esta\u00e7\u00e3o, no antigo leito ferrovi\u00e1rio, est\u00e1 construdo o &#8220;Passeio da tradi\u00e7\u00e3o&#8221;, que conta a hist\u00f3ria da cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4.4<strong> &#8211; <\/strong><strong>Museu Hist\u00f3rico e Folcl\u00f3rico do Pe\u00e3o de Boiadeiro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Localizado dentro do Parque do Pe\u00e3o, o Memorial conta a hist\u00f3ria da Festa do Pe\u00e3o de Boiadeiro de Barretos e de seu fundador, o Clube Os Independentes, tem o formato que lembra uma lona de circo, homenageando a lona sob a qual aconteceu a primeira Festa do Pe\u00e3o, em 1956.<\/p>\n<p><strong><u>\u00a0<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong><u>5 &#8211; ESPA\u00c7OS DE EXPRESS\u00d5ES ART\u00cdTICAS<\/u><\/strong><\/p>\n<p>5.1<strong> Catedral Divino Esp\u00edrito Santo &#8211; <\/strong><em>Sito: Pra\u00e7a Francisco Barreto, 107.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Constru\u00edda em estilo greco-romano e decora\u00e7\u00e3o neocl\u00e1ssica. Seu interior \u00e9 rico em cultura art\u00edstica sacra, com detalhes que valem a pena apreciar. Podem ser agendadas visitas monitoradas ao \u201cMuseu Sacro\u201d com acervo hist\u00f3rico, imagens e objetos que preservam a mem\u00f3ria da pr\u00f3pria igreja e do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5.2<strong> &#8211; Parque do Pe\u00e3o de Boiadeiro de Barretos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sito \u00e0 Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 428 e inaugurado em 1985, o Parque do Pe\u00e3o de Barretos \u00e9 uma \u00e1rea de aproximadamente cinquenta alqueires destinados a realiza\u00e7\u00e3o da Festa do Pe\u00e3o de Barretos, na segunda quinzena de Agosto. O parque conta com uma \u00e1rea para Feira Comercial, estacionamento para 10 mil ve\u00edculos, Berrant\u00e3o, Rancho do Pe\u00e3ozinho, \u00c1rea de Camping, Rancho da Queima do Alho, Fazendinha, H\u00edpica e o Est\u00e1dio polivalente de Rodeio, projetado por Oscar Niemeyer, com capacidade para trinta e cinco mil pessoas sentadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>5.3 &#8211; Teatro Cine Barretos \u201cOs\u00f3rio Falleiros da Rocha\u201d<\/h3>\n<h3>(<em>Este \u00e9 um bem tombado por decreto municipal)<\/em><\/h3>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"568\">\n<table width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><em>Foto obtida no <\/em><a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=Teatro+cine+barretos+sp&amp;sa=N&amp;biw=1094&amp;bih=474&amp;tbm=isch&amp;source\">https:\/\/www.google.com\/search?q=Teatro+cine+barretos+sp&amp;sa=N&amp;biw=1094&amp;bih=474&amp;tbm=isch&amp;source<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Inaugurado em 17 de dezembro de 1946, de caracter\u00edsticas imponentes com uma original arquitetura art-decor, foi erguido em \u00e1rea central da cidade de Barretos, proporcionando lazer cultural, conforto e aconchego as fam\u00edlias barretenses e da regi\u00e3o. Por\u00e9m, com o advento da televis\u00e3o, o cinema come\u00e7ou a sofrer com a queda de p\u00fablico, provocando o encerramento de suas atividades em 1991. Foi reaberto em 2011, ap\u00f3s restaura\u00e7\u00e3o, passando a oferecer uma diversificada agenda de musicais e pe\u00e7as de teatro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>6 &#8211;<u> EXPRESS\u00d5ES DE ARTE E CULTURA DE BARRETOS<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6.1 &#8211;<strong> Catira <\/strong>(Dan\u00e7a)<\/p>\n<p>A catira faz parte da Cultura Sertaneja, tendo origem na simula\u00e7\u00e3o das dan\u00e7as ind\u00edgenas. A primeira apresenta\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a em Barretos foi na d\u00e9cada de 50, na pra\u00e7a Francisco Barreto, grupos de Uberaba, Frutal, Iturama\/MG\u00a0 e Tanabi\/SP, fizeram sua performance encantando a popula\u00e7\u00e3o. Tipicamente brasileira, a catira tem suas ra\u00edzes em Goi\u00e1s, norte de Minas e Interior de S\u00e3o Paulo. A coreografia \u00e9 executada em sua maioria por homens, (mas a mulheres ocupam cada vez mais protagonismo) e \u00e9 formada por seis a dez componentes e uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda ou ponteios. Os participantes executam os figurados, em que real\u00e7am o bate-p\u00e9 e o palmeado. A Meia Lua \u00e9 um dos figurados mais conhecidos, os participantes ficam em fila indiana e v\u00e3o dan\u00e7ando at\u00e9 formar uma circunfer\u00eancia. Depois fazem o recorte, onde a cada estrofe da m\u00fasica os pares mudam de lugar longitudinalmente. O Cateret\u00ea ou Catira \u00e9 uma dan\u00e7a popular brasileira, com influ\u00eancias ind\u00edgenas, africanas e europeias, dan\u00e7ada em fileiras onde o bate-p\u00e9 e palmas acompanham os violeiros. A Catira \u00e9 at\u00e9 hoje uma dan\u00e7a tipicamente brasileira e faz parte de nosso rico folclore.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6.2<strong> &#8211; Violeira Rose\u00a0Abr\u00e3o<em> (m\u00fasica)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Um dos mais antigos e importantes festivais de m\u00fasica raiz do pa\u00eds onde participam compositores amadores e profissionais, com m\u00fasicas com letra e melodia in\u00e9ditas no estilo raiz. O festival integra a programa\u00e7\u00e3o da Festa do Pe\u00e3o de Barretos. As m\u00fasicas retratam o estilo de vida e costumes dos pe\u00f5es estradeiros, al\u00e9m das festas da cultura sertaneja e paisagem interiorana.\u00a0 Realizada inicialmente nos bairros de Barretos, a \u201cVioleira\u201d reunia violeiros de todos os cantos. Em 1993, a \u201cVioleira\u201d passou a levar o nome de \u201cRose Abr\u00e3o\u201d, em homenagem ao comerciante Gaze Abr\u00e3o, propriet\u00e1rio do Sobrado da Alegria<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> \u2013 local onde reunia diversos violeiros e grandes nomes da m\u00fasica caipira -, e palco do festival caipira por alguns anos.<\/p>\n<p>O m\u00fasico e violeiro, Ti\u00e3o Carreiro foi quem apelidou o amigo Gaze Abr\u00e3o, de \u201cTio Rose\u201d.<\/p>\n<p><u>SOBRADO DA ALEGRIA<\/u><\/p>\n<p>Aos 57 anos, o comerciante morreu em Barretos. O famoso &#8220;Sobrado da Alegria&#8221;, quartel general dos violeiros, segundo o compositor Jo\u00e3o Pac\u00edfico, foi demolido pelo atual dono e sobrinho de \u201cRose Abr\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para homenagear a hist\u00f3ria de \u2018Tio Rose\u2019 com a m\u00fasica e tradi\u00e7\u00e3o caipira, o festival carrega seu nome. <em>M\u00fasica: Sobrado da Alegria &#8211; Composi\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o: Ronaldo Viola e Jo\u00e3o Carvalho = <\/em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DVfjd5VmGj4\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DVfjd5VmGj4<\/a><\/p>\n<p>O &#8220;Sobrado da Alegria&#8221; foi palco de muitas amizades, encontros musicais, letras e m\u00fasicas que flu\u00edam a todo instante como as notas em uma partitura. Era inevit\u00e1vel ponto de pouso dos admiradores da boa m\u00fasica raiz. Chamado de &#8220;padrinho dos violeiros&#8221;, apelido dado por Ti\u00e3o Carreiro, &#8220;tio Rose&#8221; faleceu no dia 29 de janeiro de 1993.\u00a0 Por l\u00e1 passaram os maiores nomes da m\u00fasica raiz nacional; Ti\u00e3o Carreiro e Pardinho, Almir Sater, Antonio Borba, Pena Branca e Xavantinho, Suzamar, Ronaldo Viola e Jo\u00e3o Carvalho, C\u00e9sar e Paulinho, Moc\u00f3ca e Para\u00edso, Carreirinho, Amarai, Dino Franco e Morai, Sula Mazurega, Dalvan, Adalto Santos, Jo\u00e3o Pac\u00edfico e tantos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6.3<strong> Queima do\u00a0Alho<em> (Arte Culin\u00e1ria) <\/em><\/strong><em>\u201cBem Tombado\u201d<\/em><\/p>\n<p>O nome Queima do Alho \u00e9 dado a tradi\u00e7\u00e3o da culin\u00e1ria t\u00edpica das comitivas de pe\u00f5es de boiadeiro e virou uma das principais atra\u00e7\u00f5es da Festa do Pe\u00e3o de Boiadeiro de Barretos. O card\u00e1pio \u00e9 composto de arroz carreteiro, feij\u00e3o gordo, pa\u00e7oca de carne e churrasco.<\/p>\n<p>A comida \u00e9 feita em fog\u00e3o improvisado, bem pr\u00f3ximo ao ch\u00e3o. H\u00e1 um concurso culin\u00e1rio, realizado no espa\u00e7o especialmente feito para isso, chamado Ponto de Pouso, em que o vencedor \u00e9 o cozinheiro que prepara a melhor refei\u00e7\u00e3o \u00e0 moda dos tropeiros, no menor espa\u00e7o de tempo. A import\u00e2ncia da Queima do Alho na manuten\u00e7\u00e3o da cultura caipira foi reconhecida tamb\u00e9m por lei. O prato \u00e9 considerado hoje Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil.<\/p>\n<p>6.4<strong> &#8211; Concurso do\u00a0Berrante <\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do pe\u00e3o de boiadeiro \u00e9 cheia de tradi\u00e7\u00f5es e significados e o instrumento berrante faz parte desta hist\u00f3ria e foi um importante elemento no desbravamento de terras desconhecidas pelos tropeiros.<\/p>\n<p>O concurso envolvendo o s\u00edmbolo do sertanejo faz parte desde a primeira edi\u00e7\u00e3o da maior festa de pe\u00e3o da Am\u00e9rica Latina. Com este concurso, o evento elege e\u00a0\u00a0 homenageia os melhores berranteiros do pa\u00eds, al\u00e9m de manter viva a tradi\u00e7\u00e3o do toque do berrante.\u00a0 O Berrante \u00e9 um instrumento feito de chifre de boi e detalhes em couro. Utilizado pelos pe\u00f5es de boiadeiro, ele emite sons agudos e graves, e cada toque \u00e9 uma senha, avisando a hora do almo\u00e7o, o toque de recolher, toque de perigo e orienta o sinueiro (boi que comanda a boiada, boi experiente, esperto).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><u>7<\/u><strong><u> &#8211; TRADI\u00c7\u00c3O E CULTURA ICONIZADA<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>7.1 <em>&#8211;<\/em> Monumentos Art\u00edsticos no Parque do Pe\u00e3o<\/strong><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong><em>[4]<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m da grande estrutura que o Parque do Pe\u00e3o oferece para realiza\u00e7\u00e3o de eventos importantes, outras atra\u00e7\u00f5es que comp\u00f5e o cen\u00e1rio do Parque s\u00e3o os monumentos ligados \u00e0 cultura do rodeio e \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es sertanejas. Um dos principais monumentos, conhecido como \u2018ROSETA\u2019*, fica na entrada principal do Parque e identifica o local.<\/p>\n<p><strong>Autores*: <\/strong>Nivaldo Gomes; Pedro Perozi; Cesario Ceper\u00f3. &#8211; <strong>Constru\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Silvio Luiz Basso.<\/p>\n<p>7.2<strong> &#8211; Monumento ao Pe\u00e3o*<\/strong><\/p>\n<p>Idealizado pelo publicit\u00e1rio Valter Corsino, com o objetivo de homenagear todos os profissionais de rodeio. Foi constru\u00eddo no ano de 2005 e tem uma altura de 27 metros, est\u00e1tua gigante representando o pe\u00e3o de Boiadeiro. Uma obra do artista pl\u00e1stico Juvenal Irene.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7.3<strong> &#8211; Cavalo de A\u00e7o*<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Escultura de ferro pintada de vermelho criada pelo publicit\u00e1rio Alex Periscinoto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7.4<strong> &#8211; Touro Bandido<\/strong><strong>*<\/strong><\/p>\n<p>Uma homenagem ao touro mais temido pela maioria dos pe\u00f5es e o mais famoso da historia do rodeio brasileiro, com uma trajet\u00f3ria invicta nas arenas. Monumento constru\u00eddo no ano de 2009.<\/p>\n<p><strong>Autores: <\/strong>Juvenal Irene; Nivaldo Gomes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7.5 &#8211; <strong>Pra\u00e7a dos Presidentes*<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este singular monumento localizado na pra\u00e7a dos Presidentes representa com suas colunas a tr\u00edade \u201cINDEPENDENTES\u201d: Companheirismo \u2013 Lealdade \u2013 Idealismo.<\/p>\n<p><strong>Projeto:<\/strong> Nivaldo Gomes<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7.6<strong> &#8211; Montaria em Cavalo*<\/strong><\/p>\n<p>Obra assinada por Juvenal Irene, fica pr\u00f3ximo ao Est\u00e1dio de Rodeios. O objetivo \u00e9 prestar homenagem \u00e0 modalidade de Rodeio que foi a primeira a ser praticada no Brasil. Popssui 7 metros de altura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7.7 &#8211; <strong>Montaria em Touro*<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m de autoria do artista pl\u00e1stico Juvenal Irene est\u00e1 situado na rotat\u00f3ria que d\u00e1 acesso a H\u00edpica e com 7 metros de altura.<\/p>\n<p>7.8<strong> &#8211; Galeria da Fama*<\/strong><\/p>\n<p>Monumento situado na pra\u00e7a que d\u00e1 acesso ao est\u00e1dio de rodeios e que tem o objetivo de homenagear todos os pe\u00f5es que foram campe\u00f5es em Barretos nas modalidades montaria em cavalo e montaria em touro.<\/p>\n<p>Projeto: <strong>Nivaldo Gomes<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7.9<strong> &#8211; Marco Encerramento da Cavalgada do Centen\u00e1rio*<\/strong><\/p>\n<p>Em homenagem aos 100 anos do maior arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer. Cavalgada cultural idealizada pelo seu neto Carlos Oscar Niemeyer Magalh\u00e3es que percorreu 813 km, de Rio Novo\/Goian\u00e1 &#8211; MG at\u00e9 Barretos-SP. Ano 2007.<\/p>\n<p><strong>Projeto: <\/strong>Nivaldo Gomes<\/p>\n<h3>7.10\u00a0 Marco Zero da Cidade<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Monumento com sete metros de altura, localizado no ponto hist\u00f3rico do in\u00edcio da povoa\u00e7\u00e3o, retratando a Fam\u00edlia Barreto, a fundadora da cidade e o padroeiro de Barretos, Divino Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Neste local o Sr. Francisco Barreto construiu a sua casa onde morou a sua fam\u00edlia e escravos.<\/p>\n<p>Situado na Rua 8, esquina com a Av. 13.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foto obtida no <a href=\"https:\/\/turismo.barretos.sp.gov.br\">https:\/\/turismo.barretos.sp.gov.br<\/a><\/p>\n<p><strong>8 &#8211; <\/strong><strong>Tradi\u00e7\u00e3o, religiosidade, arte e cultura.<\/strong><\/p>\n<p><strong>8.1 \u2013 Capela dos Santos Reis<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De origem portuguesa, a <strong>Folia de Reis<\/strong> \u00e9 uma Festa cat\u00f3lica ligada \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o do Natal, comemorada desde o s\u00e9culo XIX, segundo a vis\u00e3o dos tr\u00eas reis magos, que foram os primeiros a reconhecer Jesus menino como rei e assim foram visit\u00e1-lo, levando presentes.\u00a0\u00a0 Nas Hist\u00f3rias cantadas constam que Gaspar, Baltazar e Belchior eram reis astr\u00f3logos e seguiam um cometa, denominado hoje como &#8220;estrela guia&#8221;, que os guiou at\u00e9 a &#8220;manjedoura&#8221;, onde estava o menino Jesus.<\/p>\n<p>Os rituais e a devo\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas reis santos s\u00e3o considerados catolicismo popular, legitimado pela realiza\u00e7\u00e3o coletiva, aceito e cultuado pelo &#8220;povo&#8221;. Com isso, em alguns locais a par\u00f3quia acolhe os grupos e, outros n\u00e3o. Este folclore nacional, embora um pouco desconhecido das grandes cidades tem grande signific\u00e2ncia no interior de grandes Estados.\u00a0Entre estas cidades est\u00e1 Barretos, com muitas Cias de Reis com festas que em Barretos, estendem de Dezembro a Mar\u00e7o reunido muitas fam\u00edlias em torna dessa arte sacra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>8.2 &#8211; <strong>Comunidade Santos Reis na Fazenda Armour<\/strong><\/p>\n<p>A tradicional Festa de Santos Reis da cidade de Barretos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A comunidade Santos Reis da Fazenda Armour, marcou sua Bodas de Brilhante inaugurando um pres\u00e9pio com 6 metros de altura nos moldes do que h\u00e1 no Santu\u00e1rio Nacional de Aparecida, com celebra\u00e7\u00e3o acompanhada pelo Grupo Brasil Viola apresentando can\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas no ritmo das Companhias de Reis, apresenta\u00e7\u00e3o do Grupo de C\u00e2ntico Epif\u00e2nicos Irm\u00e3os Borges, e, volunt\u00e1rios preparam o jantar com alimentos doados por devotos de toda a cidade de Barretos.<\/p>\n<p>Todos os anos na festa de Reis em Janeiro \u00e9 realizado o tradicional encontro das Cias de Reis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.jornalacidadebarretos.com.br\/single-post\/2019\/01\/04\/Comunidade-Santos-Reis-inaugura-pres%C3%A9pio-de-6-metros-na-Fazenda-Armour\">https:\/\/www.jornalacidadebarretos.com.br\/single-post\/2019\/01\/04\/Comunidade-Santos-Reis-inaugura-pres%C3%A9pio-de-6-metros-na-Fazenda-Armour<\/a><\/p>\n<p><strong><u>9 &#8211; ARTISTAS, ATORES, MESTRES E AUTORES BARRETENSES HIST\u00d3RICOS<\/u><\/strong><\/p>\n<p>9.1 &#8211; O<strong> (BEZERRINHA)<\/strong>, compositor de BARRETOS.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo tem suas melodias. &#8220;Sampa&#8221;, &#8220;Ronda&#8221;, &#8220;Lampi\u00e3o de G\u00e1s&#8221;, &#8220;Bonde Camar\u00e3o&#8221;&#8230; Mas talvez a m\u00fasica mais bonita j\u00e1 composta para a cidade seja &#8220;Perfil de S\u00e3o Paulo&#8221;, de um compositor de Barretos, Francisco de Assis Bezerra Menezes, advogado, formado no Largo S\u00e3o Francisco, integrante das caravanas musicais dos tempos de estudante e, depois, compositor com alguns sucessos expressivos. Bezerrinha voltou para Barretos e sua casa se tornou centro de boemia de todos os cantores que se apresentavam na cidade.<\/p>\n<p>Bezerra de Menezes \u00e9 conhecido nacionalmente no meio art\u00edstico como o compositor da premiad\u00edssima m\u00fasica \u201cPerfil de S\u00e3o Paulo\u201d, que al\u00e9m de ter sido eleita a m\u00fasica Hino do 4\u00ba. Centen\u00e1rio de S\u00e3o Paulo (1954), lhe rendeu tamb\u00e9m os t\u00edtulos de melhor compositor e de melhor m\u00fasica do ano. Mas ele n\u00e3o se limitou a descrever somente a terra da garoa, foi al\u00e9m, \u00e9 dele a m\u00fasica que descreve as belezas da cidade de Barretos, como o nosso belo Ip\u00ea, s\u00edmbolo afetivo de toda a cidade, ali\u00e1s, muitos consideram a m\u00fasica \u201cFesta do Pe\u00e3o\u201d um Hino; Esta m\u00fasica &#8220;Festa do Pe\u00e3o&#8221; ou &#8220;Vento Gelado&#8221; \u00e9 um dos seus maiores legados. A can\u00e7\u00e3o se tornou um hino para os barretenses e para as tradi\u00e7\u00f5es da cidade, sendo celebrada em diversas homenagens. As composi\u00e7\u00f5es de Bezerrinha s\u00e3o reconhecidas como patrim\u00f4nio cultural imaterial de Barretos.<\/p>\n<p>A primeira m\u00fasica gravada de Bezerrinha foi com Albertinho Fortuna, cantor de voz aveludada que fez sucesso no in\u00edcio dos anos 50. Foi &#8220;Triste Quarta-Feira&#8221;, depois, a bel\u00edssima vedete Luely Figueir\u00f3 foi inaugurar uma loja em Barretos, conheceu o repert\u00f3rio de Bezerrinha e gravou &#8220;Miragem&#8221;, regravada depois por Rosana Toledo e pelo Conjunto Farroupilha, segundo me conta o radialista Jos\u00e9 Vicente Dias Leme, mem\u00f3ria viva da cidade. Em\u00e9rito bo\u00eamio, Bezerrinha compunha desde m\u00fasicas da noite, sambas can\u00e7\u00f5es, at\u00e9 modas de viola divertid\u00edssimas, como &#8220;Burro Chucro&#8221;. \u00c9 dele tamb\u00e9m &#8220;A Festa do Pe\u00e3o&#8221;, que se transformou no hino oficial de Barretos.<\/p>\n<p>Dias Leme \u00e9 o grande defensor de sua mem\u00f3ria. Ambos concordam que uma de suas m\u00fasicas in\u00e9ditas, &#8220;Bom dia S\u00e3o Paulo definitivo sobre&#8221;, \u00e9 o cl\u00e1ssico a cidade:<\/p>\n<p><strong><em>&#8220;Boa noite meu viaduto do Ch\u00e1 \/ vou chegar at\u00e9 o Paysandu \/ o Ponto Chic me espera por l\u00e1 \/ o chopp gelado e o bauru \/ S\u00e3o pequenas coisinhas \/ que prendem S\u00e3o Paulo no cora\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Fonte: &#8211; Pintassilgo, Dr. Migalhas.<\/p>\n<h3>9.2 &#8211; <a href=\"https:\/\/karlaarmani.blogspot.com\/2009\/07\/o-inesquecivel-joao-falcao.html\">JO\u00c3O FALC\u00c3O<\/a><\/h3>\n<p><strong>O Sr. Jo\u00e3o Falc\u00e3o<\/strong> nasceu em Bebedouro, no dia 27 de julho de 1907 e com dois meses de idade veio para Barretos com seu pai Sebasti\u00e3o Falc\u00e3o e sua m\u00e3e Bertolina Am\u00e9lia Falc\u00e3o. No dia 30 de junho de 1930 se casou com Ana Marques Falc\u00e3o e desta uni\u00e3o nasceram seis filhos: Alb\u00edria Tereza, Wladimir, Caiuby, Carlos Marx, Rosa de Luxemburgo e Claudin\u00e9ia.<\/p>\n<p>Ainda jovem estreou no teatro amador no ano de 1928, com a pe\u00e7a \u201cFalsos Amigos\u201d, encenada na Uni\u00e3o dos Empregados do Com\u00e9rcio de Barretos, pelo \u201cGrupo Dram\u00e1tico Amor \u00e0 Arte\u201d de Hildebrando de Araujo. Posteriormente, participou do Corpo C\u00eanico da U.E.C \u2013 Uni\u00e3o dos Empregados no Com\u00e9rcio, trabalhando ao lado de Romeu Sessa, Humberto e Carminha Belivacqua e Alonso de Souza. Em seguida, atuou no \u201cTeatro Experimental de Barretos\u201d, no \u201cTeatro do Estudante de Barretos\u201d e no \u201cTeatro Universit\u00e1rio de Barretos\u201d.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 60, Jo\u00e3o Falc\u00e3o sofreu as persegui\u00e7\u00f5es da ditadura empresarial\/militar por sua milit\u00e2ncia de esquerda mas sua luta na cultura art\u00edstica continuou sempre ativa. Depois de encenar v\u00e1rias pe\u00e7as teatrais ao lado de grandes \u00edcones do teatro barretense como Luiz Carlos Arutim, Dermeval de Almeida, os irm\u00e3os Pio e Hugo Toneli, Fioravante Toneli, Jo\u00e3o Rosa, Eunice Esp\u00edndola e em 1976, ao lado de Jos\u00e9 Antonio Merenda, fundou o \u201cGrupo Teatral Amor \u00e0 Arte em Barretos\u201d, G.T.A.A.B \u2013 Grupo Teatral de Amor \u00e0 Arte de Barretos.<\/p>\n<p>Faleceu em 19 de mar\u00e7o de 1991 aos 84 anos, atualmente \u00e9 patrono do Instituto Cultural \u201cJo\u00e3o Falc\u00e3o\u201d e quase todos os anos sua fam\u00edlia recebe homenagens em seu nome. O jovem, o adulto e o velho Jo\u00e3o Falc\u00e3o atravessou o s\u00e9culo XX brilhando nos palcos teatrais e marcando o cora\u00e7\u00e3o das pessoas com a arte de seu sempre presente sorriso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9.3 &#8211; Euri Silva<\/strong><\/p>\n<p>Eur\u00edpedes C\u00e2ndido da Silva, o ator\u00a0 Euri Silva, iniciou sua vida art\u00edstica no Circo Bacurau &#8211; a eterna luta \u201cIvan x bacurau&#8221;-, ent\u00e3o localizado \u00e0 Rua 24 com a Avenida 05, Filho do guarda da praca do ros\u00e1rio sr. Orlando (em memoria) que vendia sorvete a tarde de carrinho, morava perto do circo, a casa do pai dele era encostado no muro do campo do Barretos Esporte Clube, amigo do sr. Jo\u00e3o Falc\u00e3o com quem dividia o amor pelas artes teatrais, era sempre prestativo, Euri atuou muito nos desfiles carnavalescos junto a Escola de Samba Unidos da Vila Marilia e mais tarde co-fundou a UniArte, o Instituto Cultural Jo\u00e3o Falc\u00e3o.<\/p>\n<h2>9.4 &#8211; Adonias Garcia.<\/h2>\n<p>Adonias Garcia, filho de An\u00e9sio Garcia dos Reis e Nazar\u00e9 Carrilho, foi Ator, Autor, Pesquisador e Diretor Teatral, al\u00e9m de Professor e Pedagogo. Estudou na institui\u00e7\u00e3o de ensino FFLCH-USP onde estudou Teatro S\u00e2scrito e Teatro Infantil e Dire\u00e7\u00e3o Teatral na ECA-USP. Na Faculdade de Filosofia de Bebedouro-FAFIBE cursou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Letras; UNESP\/IBILCE &#8211; S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto fez mestrado em Pedagogia, e, em Barretos estudou no EEPSG Rapahael Brand\u00e3o. Estudou interpreta\u00e7\u00e3o teatral no Centro de Pesquisas Teatrais do CPT\/SESC &#8211; Consola\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo com o teatr\u00f3logo Antunes Filho.<\/p>\n<p><strong><u>Atua\u00e7\u00f5es:<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Atuou como ator da pe\u00e7a &#8220;Vereda da Salva\u00e7\u00e3o&#8221;, de Jorge Andrade, com dire\u00e7\u00e3o de Luiz Carlos Arutim em 1993\/1998; &#8211; Coordenou como diretor e autor do \u201cProjeto Teatro\u201d na Prefeitura de Barretos, onde montou a pe\u00e7a &#8220;O Outro Lado da Moeda&#8221;;<\/p>\n<p>&#8211; Adaptou e dirigiu para a TV o conto &#8220;Ang\u00fastia&#8221;, de Anton Tchecov, em produ\u00e7\u00e3o independente. &#8211; <strong>Atuou,\u00a0dirigiu <\/strong>e<strong> escreveu:<\/strong> &#8220;A Viagem ao Mundo Azul&#8221;,\u00a0premiada como melhor pe\u00e7a infantil no Festival de Teatro de Catanduva\/SP e apresentada em mais de 200 cidades em 4 estados brasileiros, durante 9 anos em cartaz. <strong>Escreveu <\/strong>e <strong>dirigiu<\/strong> os espet\u00e1culos \u201cO Mito do Caminho de Atman\u201d, que junto com a &#8220;A Viagem ao Mundo Azul&#8221;, estiveram no Festival de Teatro Curitiba\/PR. <strong>Adaptou <\/strong>e<strong> dirigiu<\/strong> o mon\u00f3logo &#8220;O Navio Negreiro&#8221; com o ator Euri Silva.<\/p>\n<p>&#8211;<strong> Dirigiu <\/strong>a encena\u00e7\u00e3o da &#8220;Paix\u00e3o de Cristo&#8221;, em Barretos\/SP;<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Adaptou e dirigiu<\/strong> o espet\u00e1culo &#8220;Vida e Morte Severina&#8221; a partir do auto de natal &#8220;Morte e Vida Severina&#8221; de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Adaptou, produziu <\/strong>e<strong> dirigiu<\/strong> a leitura dram\u00e1tica do livro \u201cPrimeiras Est\u00f3rias de Guimar\u00e3es Rosa\u201d, denominado &#8220;A Terceira Margem&#8221;, escreveu e lan\u00e7ou pela Editora Mulifoco em 2020, o livro \u201cO Mito do Caminho de Atman\u201d, adaptado da pe\u00e7a hom\u00f4nima de sua autoria; Ad\u00f4nis Garcia escreveu as pe\u00e7as: Um palha\u00e7o em busca de seu nariz; Barbarela Cravo e Canela\u201d e <strong>adaptou e dirigiu a pe\u00e7a<\/strong> Romeu e Julieta de Wiliam Shakespeare apresentada em Barretos;<\/p>\n<p>&#8211; Adonias foi Diretor Municipal de Cultura em Gua\u00edra\/SP, e, participou de antologia \u201cBarretos em 3\u00aa Pessoa\u201d pela Academia Barretense de Cultura \u2013 ABC com o texto \u201cMinha Barretos: o ser-t\u00e3o profundo\u201d, publicado no livro \u201cBarretos em 3\u00aa. pessoa\u201d, lan\u00e7ado pela Editora<\/p>\n<p>Multifoco em 2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9.5 &#8211; Ricardo Marques<\/strong><\/p>\n<p>Ator e diretor Ricardo Tadeu Marques, que participou de v\u00e1rios projetos culturais de Barretos, foi homenageado pela ABC, em 2018, com o Diploma \u201cAmigo da Cultura\u201d. Ricardo era descendente direto de Sim\u00e3o Antonio Marques (Librina), um dos fundadores de Barretos.<\/p>\n<p>Participou do Teatro Cacilda Becker, em 1975, membro do G.T.A.A.B. \u2013 Grupo Teatral \u201cAmor \u00e0 Arte\u201d de Barretos, sempre um idealista culturais da cidade, foi diretor da encena\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo \u201cA Paix\u00e3o de Cristo\u201d, em 2018\u201d, na Pra\u00e7a Francisco Barreto.<\/p>\n<p>&#8211; Refer\u00eancia: Artigo de Merenda &#8211; <a href=\"https:\/\/jornaldebarretos.com.br\/artigos\/carta-ao-amigo-ricardo-tadeu-marques\/\">https:\/\/jornaldebarretos.com.br\/artigos\/carta-ao-amigo-ricardo-tadeu-marques\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9.6 &#8211; Alexandra Sanches<\/strong><\/p>\n<p>Uma atriz octogen\u00e1ria que morou na vila rios e no centro de Barretos<\/p>\n<p>Alexandrina Ara\u00fajo Sanches foi uma atriz que, embora tenha nascido em Minas Gerais, morou a maior parte de sua vida em Barretos, S\u00e3o Paulo. Ela era conhecida na cidade por sua atua\u00e7\u00e3o e por ter vivido na Vila Rios e no centro.<\/p>\n<p>Alexandrina Ara\u00fajo Sanches\u00a0foi uma atriz que, embora tenha nascido em Minas Gerais, morou a maior parte de sua vida em Barretos, S\u00e3o Paulo. Ela era conhecida na cidade por sua atua\u00e7\u00e3o e por ter vivido na Vila Rios e no centro.\u00a0A \u201cmineira barretense\u201d adotou o nome art\u00edstico de Alexandra Sanches e dedicou ao teatro e ao cinema. Entre as pe\u00e7as que atuou no teatro est\u00e3o: \u201cO Capeta de Caruaru\u201d dirigida por Adilson Barros; \u201cCalabar\u201d dirigida por Tom Crivelaro; e, \u201cQuando Tudo Acontece na Segunda-Feira\u201d. No cinema protagonizou entre outros: \u201cAurora\u201d, curta que conta a hist\u00f3ria de uma senhora de muita idade que espera o filho aparecer para ent\u00e3o poder sumir de vista. Aurora \u00e9 dirigido por Roney Freitas e foi destaque em mostras de cinema realizados em S\u00e3o Paulo, Belo horizonte, S\u00e3o Luiz(MA), Los Angeles (EUA) e Paris (Fran\u00e7a). <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZzN3pGAWDz4&amp;t=572s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZzN3pGAWDz4&amp;t=572s<\/a><\/p>\n<p>A atriz se sente realizada e aos seus mais de 80 anos revelou um sonho \u2013 gravar um longa para melhor mostrar seu talento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia: <a href=\"https:\/\/jornalosertanejo.com.br\/reportagem\/2017\/11\/05\/a-octogenaria-atriz-que-morou-na-vila-rios-e-no-centro-de-barretos\/\">https:\/\/jornalosertanejo.com.br\/reportagem\/2017\/11\/05\/a-octogenaria-atriz-que-morou-na-vila-rios-e-no-centro-de-barretos\/<\/a> \u00a0&#8211; Aquino Jos\u00e9.<\/p>\n<p><strong>9.7 &#8211; Pedro Perozzi<\/strong><br \/>\nO artista pl\u00e1stico barretense Pedro Perozzi, falecido em 04\/03\/2024 com 73 anos, deixou grande legado de sua obra art\u00edstica ao munic\u00edpio. Formado em Belas Artes, em Barretos foi aluno das escolas estaduais Fausto Lex e Vocacional. Entre suas principais obras em Barretos est\u00e3o a restaura\u00e7\u00e3o da pintura da Catedral do Divino Esp\u00edrito Santo (1998\/1999); a produ\u00e7\u00e3o do Marco Hist\u00f3rico da cidade (1993), monumento que retrata o povo barretense, com destaque para as duas fam\u00edlias de fundadores da cidade (os Barreto e os Librina), e raios de luz simbolizando o padroeiro Divino Esp\u00edrito Santo; e a Roseta de Os Independentes (1993).<\/p>\n<p>Outros trabalhados de Perozzi na cidade s\u00e3o: o Monumento do Rotary Club; a conclus\u00e3o do \u201cMonumento Her\u00f3is An\u00f4nimos do Sert\u00e3o\u201d (localizado na rotat\u00f3ria do Frigor\u00edfico JBS-Friboi, de autoria de Ant\u00f4nio Br\u00e1s Dion\u00edsio), e a restaura\u00e7\u00e3o da fachada da antiga sede da ALAB (Academia de Letras e Artes de Barretos), na Avenida 13.<br \/>\nEm parceria com Ces\u00e1rio Ceper\u00f3, Perozzi pintou mais de 120 igrejas nos Estados de S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Na cidade de Barretos, a dupla foi respons\u00e1vel pela restaura\u00e7\u00e3o de 8 igrejas, incluindo a Catedral do Divino Esp\u00edrito Santo.<br \/>\nPedro Perozzi \u00e9 um expoente da cultura barretense \u201cPedro soube retratar com maestria nossa cultura e nossa hist\u00f3ria. Sua obra e sua atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0s artes ficam agora como enorme legado \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9.8 &#8211; LUIZ CARLOS ARUTIN<\/strong><\/p>\n<p><strong>Luiz Carlos Arutin (1933-1996)<\/strong><strong>,<\/strong> \u00a0foi um ator que se destacou no teatro e na teledramaturgia nacional nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980. \u00a0Formado pela Escola de Arte Dram\u00e1tica da USP, Arutin participou de pelo menos\u00a0<strong>4 filmes, 20 telenovelas, al\u00e9m de ter comandado pe\u00e7as de teatro por todo Brasil. <\/strong>Paulista da cidade de Barretos, descendente de s\u00edrios e italianos, Luiz Carlos Arutin construiu s\u00f3lida carreira no teatro antes de estrear na TV. Iniciou sua carreira em pe\u00e7as de teatro, tornando-se um dos comandantes do Teatro de Arena, junto com Augusto Boal. Aos poucos, foi construindo uma s\u00f3lida carreira nos palcos, sendo conhecido por pe\u00e7as aclamadas e foi consagrado, em 1978, com o Pr\u00eamio Moli\u00e8re\u00a0e o Pr\u00eamio APCA\u00a0de Melhor Ator de Teatro, por sua brilhante atua\u00e7\u00e3o na pe\u00e7a\u00a0<em>Os Inocentes<\/em>.<\/p>\n<p>Na televis\u00e3o, sua primeira oportunidade foi no cap\u00edtulo inicial da telenovela\u00a0<em>Vit\u00f3ria Bonelli<\/em>, seguiram-se grandes personagens, como Viveu as personagens: Youssef de Os Imigrantes, onde recebeu o Pr\u00eamio APCA\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pr%C3%AAmio_APCA_de_melhor_ator_de_televis%C3%A3o\">de melhor ator de televis\u00e3o<\/a>, Oscar de A Gata Comeu, o t\u00e9cnico de futebol Bepe de Vereda Tropical, ambas na TV Globo. Tamb\u00e9m brilhou como o bom e pol\u00eamico jornalista Augusto de Sinh\u00e1 Mo\u00e7a, Jo\u00e3o Semana em As Pupilas do Senhor Reitor, no SBT, e o consagrado liban\u00eas Rachid da novela Renascer, cuja atua\u00e7\u00e3o teve repercuss\u00e3o nacional. Sua \u00faltima telenovela foi A Idade da Loba, na Bandeirantes.<\/p>\n<p>Em novelas, seu primeiro personagem de destaque foi Youssef em \u2018Os Imigrantes\u2019 na Band, em 1981. Quatro anos depois, roubou a cena como o mulherengo Oscar, que se fingia de doente para a esposa, em \u2018A Gata Comeu\u2019. Na 1\u00aa\u00a0vers\u00e3o de \u2018Sinh\u00e1 Mo\u00e7a\u2019, em 1986, fez o papel do jornalista abolicionista Augusto.<\/p>\n<p>Magn\u00e9tico, Arutin encantava o p\u00fablico com o bom humor genu\u00edno emprestado a seus personagens. Sem esfor\u00e7o, convencia nos mais diversos perfis. No remake em exibi\u00e7\u00e3o na Globo, o papel de Rachid foi rejuvenescido e ficou com o ator e cantor Gabriel Sater. Luiz Carlos Arutin, o Rachid da &#8216;Renascer&#8217; original, conquistou fama com personagens que despertavam a simpatia dos noveleiros.<\/p>\n<p>Artin morreu a 11 dias de completar 63 anos e pouco antes de come\u00e7ar a gravar as primeiras cenas de \u2018O Rei do Gado\u2019, dos mesmos autores e diretor-geral, Benedito Ruy Barbosa e Luiz Fernando Carvalho, que o tinham escalado para um dos maiores sucessos de sua carreira, tr\u00eas anos antes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9.9 &#8211; Eunice<\/strong> <strong>Esp\u00edndola<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eunice de Souza Esp\u00edndola, foi uma figura importante para o teatro e a cultura da cidade, atuando como professora, atriz e cantora.\u00a0Sua participa\u00e7\u00e3o no teatro barretense pode ser resumida da seguinte forma:<\/p>\n<p>Foi uma entusiasta do teatro em Barretos e \u00e9 lembrada por sua atua\u00e7\u00e3o e envolvimento com a arte local. Foi a primeira ocupante da cadeira 37 na Academia Barretense de Cultura (ABC), um reconhecimento de seu valor para a cultura da cidade, cofundadora do GTAAB e Instituto Cultural Jo\u00e3o Falc\u00e3o e participou de in\u00fameros espet\u00e1culos teatrais entre os quais: Veredas da Salva\u00e7\u00e3o de Jorge Andrade com dire\u00e7\u00e3o de Luiz Carlos Arutin, e, a encena\u00e7\u00e3o de Paix\u00e3o de Cristo em Barretos. O CEU das Artes em Barretos leva o nome de &#8220;Prof\u00aa. Eunice Esp\u00edndola&#8221;, uma homenagem \u00e0 sua contribui\u00e7\u00e3o e trabalho na cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9.10 &#8211; Expedito Marques<\/strong><\/p>\n<p>A obra de <strong>Jos\u00e9 Expedito Marques<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; \u00a0<strong>Que Teatro \u00e9 Este? &#8211; <\/strong>Jos\u00e9 Expedito Marques | 1988<\/p>\n<p>&#8211; O <strong>coelhinho cot\u00f3<\/strong> &#8211; Jos\u00e9 Expedito Marques | 1983<\/p>\n<p>&#8211; As<strong> Pulgas &#8211; <\/strong>Jos\u00e9 Expedito Marques | 1989<\/p>\n<p>Os <strong>O<\/strong><strong>lhos Verdes da Neurose &#8211; Z\u00e9 Fei\u00e7\u00e3o: <\/strong>O <strong>\u00c9dipo da Vila Nova &#8211; <\/strong>Jos\u00e9 Expedito Marques | 1980\u00a0 &#8211;<\/p>\n<p><strong>&#8211; Mem\u00f3rias de Uma Cadelinha Vira-lata &#8211; <\/strong>Jos\u00e9 Expedito Marques | 1983.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<h2>9.11 &#8211; Cine Tet\u00e9ia \u2013 R\u00e1dio Piratininga \u2013 Teatro Cacilda Becker<\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Os anos 1960&#8243; era sede da ent\u00e3o R\u00e1dio Piratininga, onde aos domingos de manh\u00e3, tinham shows de calouros, com a banda The Quikc Backs. Foi tamb\u00e9m Teatro Cacilda Becker, sob comando do saudoso professor Jos\u00e9 Expedito Marques. Assisti muito bang bang nesse cinema. Minha cola\u00e7\u00e3o de grau foi no cine Tet\u00e9ia.<\/p>\n<p>Este cinema era do Sr. Leonidas G\u00e9tico. O nome veio de um concurso realizado, foi ganho pela sua filha. O filme de estr\u00e9ia do cinema foi um faroeste: &#8220;Sete Mulheres para os MacGregor &#8220;. O Cine Tet\u00e1ia foi o lugar onde muitas pessoas viu o cinema pela primeira para assistir um filme, Aos domingos, ir \u00e0 missa na Catedral, fazer futing na Pra\u00e7a (os jovens indo em sentido contr\u00e1rios das jovens para paquer\u00e1-las), tomar chuvisco de Crush (colocar um pouco de aguardente nas garrafinhas para disfar\u00e7ar) e depois ir ao cinema assistir filmes no cine teteia.<\/p>\n<p>A R\u00e1dio Piratininga lan\u00e7ando locutores como Ant\u00f4nio Casali, havia programas programas humor\u00edsticos ao vivo tinha um por\u00e3o com entrada pela 23 onde se jogavam Ping pong.<\/p>\n<p>Funcionou tamb\u00e9m Teatro Cacilda Becker final da d\u00e9cada dos anos 70 e d\u00e9cada dos anos 80 e palco de bons festivais de MPB.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>9.12 &#8211; Teatro Cacilda Becker em Barretos<\/strong><\/p>\n<p>Em 1975, em Barretos, foi a inaugura\u00e7\u00e3o do \u2018Teatro Cacilda Becker\u2019, com o prop\u00f3sito de dotar Barretos de uma casa de espet\u00e1culos e trazer maior dinamismo \u00e0s produ\u00e7\u00f5es teatrais, manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas locais e, ainda, proporcionar a vinda de espet\u00e1culos e artistas de renome nacional.<\/p>\n<p>Na esquina da rua 14 com a avenida 23 estava em funcionamento o Cine Teteia, propriedade da empresa Curt, e que passava por uma fase deficit\u00e1ria. O pr\u00e9dio pertencia \u00e0 Mitra Diocesana de Barretos, onde, anteriormente, havia funcionado o Cine S\u00e3o Paulo e a R\u00e1dio Piratininga. O im\u00f3vel possu\u00eda um sagu\u00e3o, palco italiano, camarins, coxias e uma plateia com capacidade para 540 lugares, com a necessidade de poucas adapta\u00e7\u00f5es para o funcionamento de um teatro. Ap\u00f3s negocia\u00e7\u00f5es, o contrato entre a Mitra Diocesana e o TEB \u2013 Teatro Experimental de Barretos, comandado pelo prof\u00ba. Jos\u00e9 Expedito Marques foi assinado.<\/p>\n<p>O professor Expedito batizou o espa\u00e7o de \u2018Teatro Cacilda Becker\u2019, em homenagem \u00e0 atriz, dama do teatro brasileiro e sua amiga, falecida em 1969, em S\u00e3o Paulo, no intervalo da pe\u00e7a \u2018Esperando Godot\u2019, de Samuel Beckett. A inaugura\u00e7\u00e3o deu-se a 6 de junho de 1975, momento t\u00e3o sonhado por todos, com uma programa\u00e7\u00e3o e presen\u00e7as de Elvira Becker, m\u00e3e e Cleyde Y\u00e1conis, irm\u00e3 da patronesse. Naquela noite o palco foi inaugurado com o espet\u00e1culo \u2018\u2018Teatro, poesia e prosa\u2019, por Hilton Viana, cr\u00edtico do Di\u00e1rio de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O Teatro Cacilda Becker trouxe maior fomento \u00e0 cultura, tanto nas montagens amadoras, bem como nos espet\u00e1culos profissionais, proporcionando ao p\u00fablico barretense o contato com os grandes astros do teatro nacional e das novelas. Pelo seu palco passaram, entre outros: Paulo Goulart, Nicete Bruno, Renato Consorte, Pl\u00ednio Marcos, Gianfrancesco Guarnieri, Edu Lobo, Adriano Reis, Cleyde Y\u00e1conis, Lima Duarte, Elias Gleizer, Serafim Gonzales, Ana Rosa, Maria Izabel de Lizandra, Ruthin\u00e9a de Morais.<\/p>\n<p>Ao fechar suas portas no final de agosto de 1978, logo ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do XVI Festival Estadual de Teatro Amador, provocou uma crise no teatro barretense.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por: Jos\u00e9 Geraldo Resende<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><u>\u00a0<\/u><\/p>\n<p><u>\u00a0<\/u><\/p>\n<p><u>\u00a0<\/u><\/p>\n<p><u>Refer\u00eancia<\/u>: Artigo de Jos\u00e9 Antonio Merenda: Ator, historiador e presidente da ABC \u2013 Academia<br \/>\nBarretense de Cultura. <a href=\"https:\/\/jornaldebarretos.com.br\/artigos\/no-tempo-do-teatro-cacilda-becker\/\">https:\/\/jornaldebarretos.com.br\/artigos\/no-tempo-do-teatro-cacilda-becker\/<\/a><\/p>\n<h2><\/h2>\n<h2>9.13 &#8211; Beat Stones<\/h2>\n<h2>A Banda Beat Stones<\/h2>\n<p>Existiu em Barretos a Banda Beat Stones que por algum tempo animava os bailes de Barretos e regi\u00f5es de S\u00e3o Paulo, tri\u00e2ngulo Mineiro e arredores nos anos 70 e posteriores, tendo v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es tais como:<\/p>\n<p>Odair Genoir branco, Maranh\u00e3o, Otto, Carlinhos e Jo\u00e3o, o divininho nos vocais e na guitarra, foi a melhor forma\u00e7\u00e3o. Eram famosas suas apresenta\u00e7\u00f5es na Uni\u00e3o dos Empregados no Com\u00e9rcio, com seu estilo moderno de rock internacional e eram \u00f3 grandes m\u00fasicos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>9.14 &#8211; Jos\u00e9 Vicente Dias Leme<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Vicente Dias Leme, 70 anos de r\u00e1dio, sua paix\u00e3o, ele iniciou sua carreira, aos 19 anos, no dia 1\u00ba de junho de 1951, como locutor na PRJ \u2013 8 \u2013 S.A. R\u00e1dio Barretos, tornando-se ao longo dos anos, um ilustre personagem de nossa cidade, radialista, jornalista, escritor, poeta e compositor, com altas virtudes e uma vida dedicada \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 radiofonia. Nasceu em Barretos a 26 de outubro de 1931, filho de Cilineo Dias Leme e Augusta de Rezende Dias Leme.<\/p>\n<p>Era apaixonado pelo R\u00e1dio e seus personagens, contava as hist\u00f3rias da R\u00e1dio Nacional e Mayrink Veiga, no RJ, em tempos pioneiros, as ondas do r\u00e1dio como instrumento de integra\u00e7\u00e3o nacional na Era Vargas, com seus \u00eddolos, mitos, ouvintes cativos, programas de audit\u00f3rio. A beleza da m\u00fasica e seus astros e estrelas. O acervo fonogr\u00e1fico raro de Z\u00e9 Vicente cont\u00e9m mais de 5.000 discos, entre 78 rpm e LP\u2019s.<\/p>\n<p>Dotado de sensibilidade agu\u00e7ada era ex\u00edmio conhecedor dos grandes sucessos da \u00e9poca \u00e1urea da MPB, f\u00e3 incondicional das estrelas Linda e Dircinha Batista, Dalva de Oliveira, Carmem Miranda, Emilinha Borba, \u00c2ngela Maria e dos astros Chico Alves, Orlando Silva, Cauby, Noel Rosa e, ainda, S\u00edlvio Caldas e An\u00edsio Silva, ambos moraram em Barretos antes da fama e de nossos conterr\u00e2neos Bezerrinha e Alciony Menegaz; a eterna rivalidade hist\u00f3rica, levada a s\u00e9rio pelos f\u00e3s clubes de Emilinha Borba e Marlene, concorrentes ao t\u00edtulo de \u2018Rainha do R\u00e1dio\u2019; e o \u2018speaker\u2019, como era chamado o locutor naquela \u00e9poca, C\u00e9sar Ladeira, e por a\u00ed ia, al\u00e9m de cantar as marchinhas de carnavais de outrora.<\/p>\n<p>Z\u00e9 Vicente tamb\u00e9m declamava suas quadrinhas hilariantes e cheias de trocadilhos; cantava os seus \u2018jingles\u2019 das campanhas eleitorais municipais, que comp\u00f4s entre as d\u00e9cadas de 1950\/1980, enaltecendo os candidatos, entre outros: Christiano Carvalho, Nagibinho, Ruy Menezes, H\u00e9rcules Brazolin, o nosso artista do microfone.<\/p>\n<p>Ilustre confrade na ABC \u2013 Academia Barretense de Cultura, tendo ingressado na mesma em 29 de outubro de 1988, titular da Cadeira n\u00ba 31, cujo patrono \u00e9 seu tio, o jornalista, escritor e poeta Jos\u00e9 Dias Leme.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Vicente, um dos grandes amigos do jornalista Monteiro Filho, fundador de O Di\u00e1rio e da Rede Vida de Televis\u00e3o, come\u00e7ou sua carreira de radialista em 1951, na R\u00e1dio Barretos, trabalhando ao lado de Nadir Kenan, Ribas Filho, Ant\u00f4nio Scannavio, P\u00e9rsio Piratininga e outros.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es do livro &#8220;Espiral&#8221;, de Ruy Menezes, este foi considerado um per\u00edodo muito produtivo de sua carreira na emissora, onde atuou at\u00e9 1970. Como homem de r\u00e1dio, sob sua coordena\u00e7\u00e3o, ali surgiram valores como Monteiro Filho, Marco Antonio, Joel Waldo, Antonio Buck, Luiz Aguiar, Rubens Cotrim, Jos\u00e9 Parassu, Ov\u00eddio Nascimento e Cassim Zaiden.<\/p>\n<p>Em Gua\u00edra, atuou na r\u00e1dio Cultura de setembro de 1974 a setembro de 1976. Em outubro desse mesmo ano adquiriu parte da R\u00e1dio Jaboticabal, naquela cidade. Ap\u00f3s retornar a Barretos, Jos\u00e9 Vicente foi a &#8220;voz padr\u00e3o&#8221; da Rede Vida de Televis\u00e3o, fundada pelo jornalista Monteiro Filho, em 1995 e sempre atuou como colaborador da emissora. Integrante da Academia Barretense de Cultura, escritor, poeta, comunicador e apaixonado por m\u00fasica, Jos\u00e9 Vicente Dias Leme deixa um importante legado cultural e jornal\u00edstico para Barretos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9.15 &#8211; O Merenda<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Antonio Merenda, Ator, Diretor Teatral, Escritor, historiador e membro da ABC \u2013 Academia Barretense de Cultura \u2013 Cadeira n\u00ba 29, <\/strong>da qual foi presidente por quatro mandatos.<\/p>\n<p><em>Merenda nasceu em Barretos no dia 12 de abril de 1956. Fez o curso prim\u00e1rio no Sesi (1963-1967) e o ginasial e colegial na Escola M\u00e1rio Vieira Marcondes (1968-1974), cursou T\u00e9cnico em Contabilidade no antigo Col\u00e9gio Ateneu (1973-75) e Licenciatura em Hist\u00f3ria na Faculdade Barretos (2010-2011).<\/em><\/p>\n<p>Entre suas diversas atividades culturais, foi presidente de entidades ligadas ao teatro, entre elas, o GTAAB, e tamb\u00e9m da Uniart. Merenda era ator, diretor teatral, professor e membro da cadeira n\u00famero 29 da Academia Barretense de Cultura. Foi membro do FETAVARIG &#8211; Federa\u00e7\u00e3o de Teatro Amador do Vale do Rio Grande (1974-1978), da COTAESP &#8211; Confedera\u00e7\u00e3o de Teatro Amador do Estado de S\u00e3o Paulo (1978).<\/p>\n<p>Na \u00e1rea art\u00edstica e cultural, fundou o Grupo Teatral &#8220;Amor \u00e0 Arte&#8221; (1979), a Associa\u00e7\u00e3o Barretense de Folclore (1979), a UNIART &#8211; Uni\u00e3o dos Artistas Barretenses (1981) e o Instituto Cultural &#8220;Jo\u00e3o Falc\u00e3o&#8221; (1996). Participou de pelo menos 30 pe\u00e7as de teatro como ator, diretor ou dramaturgo desde a d\u00e9cada de 1970. Escreveu centenas de artigos para os jornais &#8220;O Di\u00e1rio&#8221; e &#8220;Jornal de Barretos&#8221; e, lan\u00e7ou o livro &#8220;Antologia de Artigos&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9.16 &#8211; Jorge Andrade<\/strong><\/p>\n<h1>Jorge Andrade e a sua literatura dram\u00e1tica<\/h1>\n<p>Jorge Andrade (1922 \u2013 1984), dramaturgo brasileiro, filho de Ign\u00e1cio de Lima Franco e Albertina de Andrade Franco, da aristocracia rural, nasceu na Fazenda Coqueiros, em Jaborandi, na \u00e9poca distrito de Barretos. Aos 20 anos foi estudar na Faculdade de Direito do Largo de S\u00e3o Francisco, em S\u00e3o Paulo, a mando de seu pai, mas logo descobrira que sua voca\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria a advocacia.<\/p>\n<p>No princ\u00edpio dos anos 1950, encontrou o caminho: o Teatro. Matriculou-se na Escola de Arte Dram\u00e1tica de S\u00e3o Paulo, no curso de ator. Mas, por influ\u00eancia da renomada atriz Cacilda Becker, enveredou-se para a dramaturgia, e o Brasil ganhou um autor revolucion\u00e1rio. Em sua trajet\u00f3ria dramat\u00fargica, escreveu para o teatro, televis\u00e3o e cinema. De um modo particular, narra a decad\u00eancia dos bar\u00f5es do caf\u00e9, e muitas de suas obras retratam a si mesmo e a sua tradicional fam\u00edlia barretense. Dessa forma teve papel importante na renova\u00e7\u00e3o da dramaturgia brasileira nos anos 50, 60 e 70.<\/p>\n<p>O seu \u00fanico romance, \u2018O Labirinto\u2019, recebeu o prest\u00edgio e consagra\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica especializada brasileira e internacional, de colegas, estudiosos e ensa\u00edstas. Por outro lado, teve algumas de suas pe\u00e7as censuradas durante a ditadura militar, ao ponto de \u2018Rastro Atr\u00e1s\u2019, escrita em 1966, ter sua estreia, em 1968, em Portugal. Em Barretos viveu sua inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e juventude. Mais tarde lecionou no antigo Gin\u00e1sio Vocacional, sendo lembrado com muito carinho pelos seus ex-colegas e ex-alunos. Apesar de ter vivido em S\u00e3o Paulo, \u00e0s voltas com sua produ\u00e7\u00e3o teatral, nunca esqueceu a sua origem e sua terra natal. Jorge Andrade continua vivo em sua obra, sendo estudada e encenada por grupos teatrais e universidades espalhados por todo o Brasil e no exterior, dada a sua relev\u00e2ncia art\u00edstica, hist\u00f3rica e social.<\/p>\n<p>p\/ Jos\u00e9 Geraldo Resende.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0 ROCHA, <em>Os\u00f3rio Faleiros da \u2013 <strong>\u201cBarretos de Outrora\u201d<\/strong> em 1954.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0 <em>Jornal \u201cO Di\u00e1rio\u201d, coluna Plural, 21\/Jan\/1999 e \u201cO Di\u00e1rio\u201d, 27\/03\/1973. Acervo: Museu \u201cRuy Menezes\u201d.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> <a href=\"http:\/\/www.culturacaipira.com\/2015\/08\/09\/festival-violeira-rose-abrao\"><sup>http:\/\/www.culturacaipira.com\/2015\/08\/09\/festival-violeira-rose-abrao<\/sup><\/a><sup> Acesso: 22\/12\/218. <\/sup><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> *Fotos obtidas da http:\/\/www.independentes.com.br Acesso: 21\/12\/2018<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Neste estudo apresento um hist\u00f3rico s\u00f3cio-econ\u00f4mico sobre a cidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122857,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14,25,111],"tags":[],"class_list":["post-122855","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-barretos","category-cidades","category-cotidiano"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Os Interiores e os Desafios das Pol\u00edticas Culturais: As Vis\u00f5es e as Pr\u00e1ticas no Interior do Pa\u00eds - O Caso de Barretos - Regi\u00e3o News<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/regiaonews.net.br\/2022\/2025\/10\/22\/os-interiores-e-os-desafios-das-politicas-culturais-as-visoes-e-as-praticas-no-interior-do-pais-o-caso-de-barretos\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Os Interiores e os Desafios das Pol\u00edticas Culturais: As Vis\u00f5es e as Pr\u00e1ticas no Interior do Pa\u00eds - O Caso de Barretos - Regi\u00e3o News\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&nbsp; 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