Diocese de Barretos celebra os 50 anos da morte de Dom José de Matos
Primeiro bispo da Diocese de Barretos foi homenageado em celebração na Catedral
A Diocese de Barretos celebrou, na noite desta quarta-feira (12), os 50 anos da morte de seu primeiro bispo, Dom José de Matos Pereira. A Santa Missa foi realizada na Catedral Divino Espírito Santo, em Barretos, e presidida pelo bispo diocesano, Dom Milton Kenan Júnior, sendo concelebrada por diversos padres da Diocese. Religiosas, religiosos, seminaristas e fiéis de diversas paróquias também participaram da celebração.
A Eucaristia integrou a programação da Semana da Família, promovida entre os dias 10 e 13 de agosto, neste ano com o tema “Família, torna-te aquilo que és” e o lema “O amor jamais acabará” (1Cor 13,8).
Logo no início da celebração, Dom Milton destacou o significado de recordar Dom José não apenas como uma personalidade da história da Diocese, mas como um pastor cuja atuação contribuiu decisivamente para a formação da Igreja particular de Barretos. “Hoje, ao fazermos memória de sua morte, nós reverenciamos não somente a sua memória, mas a trajetória que ele teve ao longo de sua vida e que vem iluminar a nossa caminhada”, afirmou o bispo.
Durante a homilia, Dom Milton recuperou aspectos da infância, da formação religiosa, da vida sacerdotal e da missão episcopal de Dom José. O bispo lembrou sua profunda espiritualidade, sua vocação missionária e o trabalho desenvolvido antes de chegar a Barretos, além de sua dedicação à evangelização e à organização pastoral da recém-criada Diocese.
Ao recordar a chegada do primeiro bispo à cidade, Dom Milton ressaltou a acolhida recebida do clero e da população e o empenho de Dom José em conhecer de perto as comunidades que formavam a Diocese naquele período. Entre suas primeiras iniciativas estiveram a elaboração de um plano de ação pastoral e a realização de visitas pastorais às paróquias. “Aqui, encontrou apoio e amor. Viveu como pastor, amava a Igreja que lhe havia sido confiada e não mediu esforços para fortalecer as atividades pastorais já existentes e, ao mesmo tempo, impulsionar aquilo que o Espírito Santo inspirava à Igreja”, destacou Dom Milton.
Segundo o bispo diocesano, a atuação de Dom José esteve profundamente ligada ao movimento de renovação vivido pela Igreja a partir do Concílio Vaticano II e ao esforço de anunciar o Evangelho diante dos desafios do mundo contemporâneo.
Dom Milton também recordou os últimos dias de vida do primeiro bispo e a forte comoção provocada por sua morte. O velório se estendeu por dois dias e reuniu uma grande multidão na Catedral, em uma demonstração do vínculo construído entre o pastor e o povo da Diocese.
Ao comentar a notícia do falecimento, Dom Milton lembrou ainda um episódio preservado na memória de muitos fiéis: a intensa chuva que caiu pouco depois da morte do bispo e que, na época, foi interpretada por muitos como um sinal relacionado à vida inteiramente dedicada a Deus e à Igreja.
Para Dom Milton, cinco décadas depois, o legado do primeiro bispo permanece presente na caminhada da Diocese. “Dom José nos convida a caminhar na esperança, com os olhos fixos em Cristo e invocando o Espírito Santo, nosso patrono, animados pelo amor de Cristo”, afirmou.
Livro resgata trajetória de Dom José
Ao final da celebração, foi realizado o lançamento do livro “Um Missionário Filho do Coração de Maria Impulsionado pelo Amor de Cristo”, de autoria do diácono José Paulo Lombardi.
A publicação recupera a trajetória religiosa e missionária de Dom José de Matos Pereira e sua contribuição para a história da Igreja em Barretos, preservando documentos, acontecimentos e memórias relacionadas ao primeiro bispo da Diocese.
A obra também reforça o propósito da celebração dos 50 anos de seu falecimento: manter viva, para as atuais e futuras gerações, a memória daquele que participou da implantação e consolidação da Diocese e ajudou a lançar as bases para a caminhada pastoral desenvolvida ao longo das décadas seguintes.
