Polícia Civil prende três integrantes de associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Barretos deflagrou, na manhã desta segunda-feira, 28 de julho de 2026, a OPERAÇÃO FAZENDA FANTASMA, com o cumprimento simultâneo de mandados judiciais de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Comarca de Barretos. A ação resultou na prisão de três investigados e na apreensão de dispositivos eletrônicos e documentos que subsidiarão a continuidade das investigações.
A operação contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Delegacia Seccional de Barretos, do Grupo de Operações Especiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC/GOE/DEINTER-3) e, no Estado de Minas Gerais, da Polícia Civil mineira, sem cujo apoio operacional o cumprimento simultâneo das ordens judiciais em diferentes municípios não teria sido possível.
As investigações, conduzidas ao longo dos últimos meses pela DIG Barretos, apuraram a atuação de uma associação criminosa estruturada, com divisão de tarefas definidas entre seus integrantes, dedicada à prática de estelionatos qualificados por meio de recursos telemáticos. O grupo utilizava contas de e-mail e aplicativos de mensagens para se passar por um empresário rural da região de Barretos, buscando obter vantagem patrimonial ilícita em nome da vítima junto a empresas e estabelecimentos comerciais.
O modus operandi incluía a criação de identidades digitais falsas, a usurpação de dados pessoais e bancários da vítima e o uso de documentos de identidade adulterados para a realização de negociações presenciais e eletrônicas. As tentativas de fraude apuradas somam mais de R$ 449.000,00, todas frustradas pela atuação das instituições financeiras e pelo trabalho investigativo da Polícia Civil.
Foram cumpridos 7 (sete) mandados de busca e apreensão nos municípios de Ituiutaba, Uberlândia e Santa Vitória, todos no Estado de Minas Gerais. Três investigados foram presos em Ituiutaba/MG, onde deverão passar por audiência de custódia perante a autoridade judiciária local. Os investigados têm idades entre 27 e 46 anos.
Os investigados deverão responder, na medida de suas respectivas participações, pelos crimes de estelionato qualificado pela fraude eletrônica na modalidade tentada (art. 171, §2º-A c/c art. 14, II, do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 14.155/2021) e de associação criminosa (art. 288 do Código Penal).
O trabalho investigativo envolveu análise de registros telemáticos, quebra de sigilo bancário e de dados de aplicativos de comunicação, cooperação com prestadoras de serviço de telecomunicações e identificação técnica dos investigados a partir de rastreamento de origem digital. O êxito da operação reflete meses de investigação sigilosa conduzida pelos policiais da DIG Barretos.
O inquérito policial prosseguirá para elucidação de outros aspectos do esquema criminoso e eventual identificação de outros participantes.









