Operação da PF sobre fraude em exame de residência cumpre mandado em Barretos
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a segunda fase da Operação R2, que investiga um esquema de fraude no Exame Nacional da Avaliação da Formação Médica (ENAMED), utilizado como etapa classificatória em processos seletivos de residência médica. Entre os alvos da ação está a cidade de Barretos (SP), onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Ao todo, seis mandados judiciais foram executados nas cidades de Rio de Janeiro (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Barretos (SP), Paragominas (PA) e Imperatriz (MA). Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos celulares que serão analisados no decorrer das investigações.
Segundo a Polícia Federal, três médicos são suspeitos de contratar pessoas, conhecidas como “laranjas”, para realizar o exame em seus lugares. A investigação aponta que documentos de identidade falsificados eram utilizados para viabilizar a fraude durante a aplicação da prova.
Além deles, outros três médicos são investigados por suspeita de participação no recrutamento de candidatos interessados no esquema. Os investigados respondem ao processo em liberdade e seus nomes não foram divulgados.
As apurações indicam que a organização criminosa atuava de duas formas principais. A primeira consistia na transmissão das respostas da prova por meio de dispositivos eletrônicos, como minicelulares e relógios inteligentes. A segunda envolvia a substituição dos candidatos por terceiros, que realizavam o exame utilizando documentos falsificados.
De acordo com a PF, os candidatos beneficiados pelo esquema chegavam a pagar até R$ 140 mil em caso de aprovação na residência médica.
Esta etapa da investigação é um desdobramento da Operação R1, realizada em outubro de 2025, quando oito pessoas foram presas em flagrante durante a aplicação do exame em Juiz de Fora (MG).
Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do ENAMED, informou que acompanha as investigações e permanece à disposição das autoridades competentes.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer a estrutura e o funcionamento da organização criminosa.









