Policia Civil de Bebedouro realiza reconstituição do caso da vitima encontrada morta e enterrada em cova rasa
A Polícia Civil em Bebedouro, com apoio logístico de guarnições da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, bem como de peritos do Instituto de Criminalística, realizara na manhã de hoje (5/11), nas dependências de um imóvel residencial situado no Jardim Eldorado, o chamado procedimento de “reprodução simulada dos fatos”, mais conhecido popularmente como “reconstituição”, em relação ao grave caso ocorrido no último dia 24, quando teria sido encontrado pelos agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o corpo da vítima Alex Sandro da Silva Rocha, de 21 anos de idade, sepultado precariamente em cova rasa no quintal do imóvel residencial onde coabitava com sua companheira, a investigada J.L.F., de 62 anos de idade.
Na ocasião, em razão das evidências colhidas, apesar da alegação de suposta legítima defesa de J.L.F., o Delegado de Polícia João Vitor Silvério, titular da DIG de Bebedouro, deliberara pela sua prisão e autuação em flagrante pela prática dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, cuja prisão foi subsequentemente convertida em prisão preventiva pelo Poder Judiciário.
A Polícia Civil, inclusive, também na manhã de hoje, pretendia realizar um segundo procedimento de “reprodução simulada dos fatos” em relação a outro caso de morte, ocorrido no último dia 26/1, no mesmo imóvel residencial, que vitimara Walter Gilmar de Pádua Carneiro, então com 65 anos de idade e que também era companheiro da mesma investigada J.L.F. Nessa ocasião, a suspeita alegara que após sair de sua casa por volta das 6h30min e retornar por volta das 9h30min, já teria encontrado seu companheiro morto dentro de uma piscina.
Ocorre que a investigada, ao ser interpelada pelos peritos criminais em relação a esse segundo caso, acompanhada de seus advogados, negara-se em participar do procedimento de reconstituição, inviabilizando o procedimento de polícia judiciária. Esse segundo caso é investigado pela equipe do Delegado de Polícia Maurício Vieira Silva que, interpelado, disse que essa negativa não prejudicará o avanço das investigações que, por ora, ainda é classificado como sendo de “morte suspeita”, mas dependendo da evolução dos trabalhos, poderá evoluir para mais uma situação de homicídio.
Todos os trabalhos também foram acompanhados presencialmente pelo Promotor de Justiça Fábio Roberto Rossi Constantini que é o membro do Ministério Público atuante no Tribunal do Júri.
Ao final dos trabalhos, a investigada J.L.F. fora reconduzida para a Unidade Prisional onde já estaria recolhida preventivamente.









