Barretense está preso em Israel quando levava ajuda humanitária para Faixa de Gaza
O conflito entre Israel-Hamas completa dois anos no dia 7 de outubro. Desde de 2023, a disputa afeta muito a vida do povo palestino, que sofrem com a falta de suprimentos. Para atender as necessidades do povo palestino, foi criada Flotilha da Liberdade formada por ativistas, médicos, advogados, jornalistas e defensores de direitos humanos de diversas nacionalidades, incluindo o Brasil, que carregam suprimentos e uma mensagem de solidariedade.
Porém, uma medida adotada por Israel, desde o dia 1º de outubro, com bloqueios, estão restringindo a chegada de alimentos, medicamentos, próteses e até a liberdade de circulação de mais de dois milhões de pessoas em Gaza.
Para o advogado e presidente da Associação Nacional de Juristas Islâmicos – ANAJI e diretor da Mesquita de Barretos, Girrad Mahmoud Sammour, as organizações como a ONU e a Cruz Vermelha Internacional já declararam que se trata de uma punição coletiva prática proibida pelo artigo 33 da IV Convenção de Genebra (1949) e inclusive a própria Corte Internacional de Justiça (CIJ) considerou ilegais as medidas que negam ao povo palestino o direito à autodeterminação. “As missões da flotilha foram interceptadas em águas internacionais, em violação à Convenção da ONU sobre o Direito do Mar (1982). O Conselho de Direitos Humanos da ONU classificou a ação como desproporcional e injustificada. É urgente reafirmar: a solidariedade não é crime. Os verdadeiros ilegais não são os ativistas que enfrentam o mar em busca de justiça, mas sim aqueles que impõem um cerco que nega à população palestina o direito de viver com dignidade — configurando um genocídio em curso. Nenhum governo deveria firmar parcerias com esse regime sionista cruel, que nada respeita”, destacou Girrad.
Entre os integrantes que foram interceptados, está o barretense Mansur Peixoto (Victor), 29 anos, que reside em Barretos com a sua família e também é idealizador do canal @historiaislamica. Em vídeo, Mansur, gravou um vídeo antes da prisão, dizendo que se fosse sequestrado, seria um ato de pirataria cometido pelo Exército Israelense. “Nós viemos do Brasil entregar comida para as crianças famintas e desesperadas na Faixa de Gaza, no meio do primeiro genocídio televisionado da história. E nós como brasileiros, cidadãos civis acabamos de ser sequestrados. Eu tenho um pedido para todos que estão assistindo esse vídeo, pressione as autoridades, ajudem, protestem e ajude na nossa libertação. Viemos auxiliar crianças, bebês, idosos, pessoas com necessidades especiais e fomos presos por isso, o que é uma absurdo”, disse em vídeo. O Itamarati informou que o barretense está entre os 12 brasileiros presos e que serão visitados na região.









