Polícia Militar alerta a população sobre falsa comunicação de crime e trotes
A Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do 33º Batalhão de Polícia Militar do Interior, alerta a população sobre os prejuízos operacionais e sociais causados pela falsa comunicação de crime e pela prática de trotes aos serviços de emergência, especialmente ao telefone 190.
Recentemente, em Barretos, foi registrada uma ocorrência envolvendo falsa comunicação de crime, situação que demanda mobilização imediata de viaturas, policiais e recursos operacionais, os quais poderiam estar sendo empregados no atendimento de ocorrências reais e urgentes, colocando em risco a segurança de outras pessoas que necessitam do serviço policial.
A falsa comunicação de crime é tipificada no artigo 340 do Código Penal Brasileiro, prevendo pena de detenção de um a seis meses, ou multa. Além disso, o trote aos serviços de emergência também é passível de sanção administrativa no Estado de São Paulo, conforme legislação estadual vigente, que estabelece multa de até 67 UFESPs, o que corresponde, em valores aproximados, a R$ 2.400,00.
Dados recentes indicam que, no Estado de São Paulo, a Polícia Militar recebe quase um trote por minuto nos canais de emergência, ultrapassando a marca de mais de 100 mil chamadas indevidas ao longo do ano. Esse volume compromete diretamente a eficiência do sistema de atendimento e impacta negativamente a prestação do serviço à população.
A coordenadora operacional do 33º BPM/I, Major Esther, destaca que “a participação da população é fundamental para a segurança pública, por meio de denúncias e acionamentos responsáveis. A Polícia Militar atua de forma preventiva e repressiva, porém é essencial que o cidadão contribua de maneira consciente, responsável e comprometida com a verdade, para que os recursos policiais sejam corretamente empregados e cheguem a quem realmente precisa”.
A Polícia Militar reforça que denúncias são indispensáveis para o combate à criminalidade e para a preservação da ordem pública, porém devem ser realizadas com responsabilidade, clareza e veracidade. O uso indevido dos canais de emergência gera prejuízos coletivos, compromete o atendimento de ocorrências reais e pode resultar em responsabilização criminal e administrativa.
A Instituição segue empenhada em orientar a população, otimizar seus recursos e atuar de forma integrada para garantir a segurança de todos.









