Dirigente da FAESP avalia impactos no PIB da região com tarifas dos EUA
694 produtos foram excluídos da taxação, entre eles, polpa e o suco de laranja
O tarifaço estabelecido pelo governo Donald Trump dos Estados Unidos entra em vigor no próximo dia 6 de agosto, com a taxação dos produtos brasileiros. A lista divulgada na quarta-feira (30), pelo governo americano excluiu 694 produtos brasileiros das tarifas de importação do país da américa do norte, entre eles, o suco e a polpa de laranja.
Na avaliação do vice-presidente da FAESP (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo) e diretor conselheiro da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável, Cyro Ferreira Penna Júnior, a exclusão de 694 produtos brasileiros excluídos da ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, atenua o efeito negativo no PIB (Produto Interno Brasileiro). “Entre os produtos de relevância para a região de Barretos, estão o suco e a polpa de laranja, que constam dessa lista de exceção. A grande presença do suco brasileiro nos Estados Unidos, contribuiu para essa medida, já que 60% do consumo do suco americano vem do Brasil, com 80% da produção do cinturão citrícola que inclui o interior de São Paulo e o Triângulo Mineiro, e a região de Barretos está entre às 10 maiores regiões produtoras”, destacou Cyro Penna.
O dirigente da FAESP, explicou ainda que a cadeia produtiva brasileira tem pesados investimentos nos Estados Unidos. “Então acredito que a exclusão da laranja e seus derivados atendem os interesses americanos e atua também como uma tábua de proteção aos investimentos brasileiros nos Estados Unidos”, analisou Penna.
Com relação a outros produtos produzidos na região de Barretos, como a carne, etanol, açúcar, café e demais frutas serão taxados em 50%. Para ele, o impacto é menor, sem a inclusão da laranja. “Os prejuízos serão de menor monta para estes setores, se comparados aos efeitos que iria ocorrer com o setor citrícola”, finalizou Cyro.









