Polícia Militar divulga nota sobre a Revolução Constitucionalista de 1932

09 DE JULHO DE 1932
REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

Nesta data memorável, comemora-se a deflagração da Revolução Constitucionalista de 1932,
considerada a data magma do Estado de São Paulo e historicamente um dos maiores movimentos cívicos
deste Estado.
Esses eventos que aconteceram em 1932 no Estado de São Paulo foram um levante contra o
governo federal de Getúlio Dornelles Vargas, todavia, há acontecimentos diretamente ligados que se
iniciaram em 1930, quando o movimento militar depôs o então Presidente do Brasil Washington Luís Pereira
de Souza e seu sucessor eleito, o advogado Júlio Prestes de Albuquerque, ambos paulistas, caracterizando
assim, segundo o próprio Getúlio Vargas, o fim da República Velha.
O governo militar dissolveu os poderes legislativos estaduais e destituiu governadores,
nomeando interventores em todos os Estados, porém, esses interventores eram pessoas que nem sequer
conheciam os Estados que governavam, aumentando a insatisfação popular pois esses, como dito, não
conheciam os contextos sociais e políticos que deveriam lidar.
No Estado de São Paulo, contrariando os paulistas, que indicaram o advogado e professor
universitário Francisco Morato, o governo federal nomeou o militar pernambucano João Alberto Lins de
Barros.
Após muitas negociações sem sucesso, aumentava a insatisfação popular e as tensões políticas,
e o governo federal, tentando conter as articulações que aumentavam, marcou eleições constituintes para o
ano 1933 e nomeou um interventor paulista para o Estado de São Paulo, sendo o diplomata e advogado
Pedro Manuel de Toledo.
Exemplificando essas insatisfações e citando como um dos pontos considerados principais para
a revolução, em 23 de maio de 1932, durante um protesto de estudantes em frente à sede de um partido
político aliado do governo federal, houve confronto entre manifestantes e membros do partido, e os
apoiadores do governo federal dispararam contra os estudantes, assassinando quatro jovens: Mário Martins
de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo Camargo de
Andrade, MMDC, e essas iniciais foram a nomenclatura do movimento anti-governo.
Em 09 de julho de 1932 começou a revolta que contrapôs São Paulo contra o governo federal, e
mobilizou artilharia pesada, com combates aéreos, navais e em terra, sendo considerada a última guerra
civil deste País. Mesmo com acordos com outros Estados, São Paulo não recebeu o apoio que esperava,
mas mesmo assim, com um efetivo de pouco mais de 35 mil homens, bravamente resistiu aos mais de 100
mil homens das tropas do governo federal, rendendo-se em 02 de outubro daquele ano, totalizando 85 dias
de luta contra um governo de imposição.
Embora derrotado militarmente, a revolução conseguiu mudar a história do Brasil, pois em razão
dela, retornou-se gradativamente a democracia para o País, com a convocação de uma Assembleia
Constituinte e a promulgação da Constituição de 1934.
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi uma vitória cívica de São Paulo, uma demonstração
de força, um marco na história do Brasil, com consequências tanto no âmbito político, quanto no âmbito
cultural.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo muito se orgulha de pertencer a este Estado e ter em
suas veias o memso sangue da democracia, do civismo e da legalidade.
Polícia Militar do Estado de São Paulo, rumo aos 200 anos.
Barretos, 09 de julho de 2025.

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